Alckmin e Rodas reforçam a intervenção policial na USP

Terreno já havia sido destinado à PM, que não o usou desde 1999. A “reurbanização” da São Remo começa pela expropriação e a instalação de um enclave policial-militar às portas da Cidade Universitária

 

O decreto nº 58.058 do governo do Estado publicado no último dia 21 de maio, estabelece a entrega, pelo reitor João Grandino Rodas, de áreas pertencentes à Universidade para instalação de bases da Polícia Militar.
Como se não bastasse o convênio com a PM, as rondas ostensivas dos Policiais Militares na USP, agora o reitor irá entregar mais 86 mil metros quadrados (equivalentes a mais de 12 campos de futebol) para a instalação de unidades policiais nas imediações do campus no Butantã.
O terreno da USP onde serão instaladas as bases é o local onde fica a favela da São Remo.
A instalação das bases tem como objetivo ocupar a favela, uma vez que já existe um “projeto de reurbanização da São Remo”, que consiste em retirar os moradores do local.
No decreto do governo, está descrito que serão instaladas sedes do Comando de Policiamento de Área Metropolitana da Zona Oeste e do 16º Batalhão da Polícia Militar, o mesmo cujos policiais foram denunciados pela reportagem da TV Bandeirantes no final de março por, entre outras coisas, atuar a serviço do tráfico de drogas e aceitar encomendas de morte.
A reitoria publicou a portaria nº 680, em 14 de junho do ano passado, onde foi designada uma comissão para desenvolver “um projeto de reurbanização das áreas ocupadas irregularmente pelas comunidades São Remo e Carmine Lourenço na parte oeste da Cidade Universitária ‘Armando de Salles Oliveira’, e pela comunidade denominada Morro da USP, no bairro do Sacomã, em São Paulo”.
“A área tem muitos donos: a prefeitura, o Estado, a USP, e tem gente que mora na favela e é dona do próprio terreno, como vão lidar com tudo isso? Não sabemos.”, declarou um morador em entrevista.
Geraldo Alckimin pretende repetir a operação de invasão do Pinheirinho com a favela São Remo para garantir os interesses da especulação imobiliária. Moram na comunidade 3.500 famílias, aproximadamente 15 mil pessoas, uma parcela das quais trabalha na USP.
O decreto publicado pelo governador e logo aceito pelo reitor demonstra a total subserviência da universidade, sob a intervenção de Grandino Rodas, ao governo do Estado.
O 16° Batalhão da PM não havia ocupado toda a área que lhe foi destinada no decreto anterior (nº 43.759, de 5 de janeiro de 1999), revogado pelo atual. É justamente esta área, conhecida como quadra 9, onde trabalhadores sem terra se alojaram e construíram suas casas, e que é parte da comunidade São Remo, que agora está em risco iminente de desocupação.

 

 

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Opinião: A assembleia geral deve organizar a luta e não servir como um parlamento estudantil

Está marcada para a próxima quinta-feira, 31, uma assembleia geral dos estudantes da USP. Ela ocorre em um momento decisivo, em meio aos depoimentos dos mais de 50 estudantes que estão sendo processados por Rodas e que podem ser “eliminados” da universidade.
A assembleia seria assim o local ideal para os estudantes se organizarem para lutar contra os processos, exigindo sua imediata revogação, bem como para dar continuidade à luta iniciada no ano passado contra Rodas, a PM e a privatização da universidade.
Infelizmente, a direção do DCE transforma as assembleias numa espécie de parlamento estudantil, que serve apenas como um tipo de plataforma eleitoral para outros objetivos que não a luta.
O verdadeiro parlamento estudantil todos conhecemos, é o Conselho de Centros Acadêmicos (CCA), que reúne apenas a burocracia estudantil que se encontra nos aparelhos e no qual apenas eles têm direito de voto. Lá, tudo que é de interesse da burocracia mirim do Psol e do PSTU é aprovado como no parlamento burguês; resoluções, declarações e regimentos de eleições, congressos.
À assembleia só resta o faz-de-conta. Tanto que a diretoria do DCE sequer se preocupa em convocá-la. Melhor para eles, pois uma vez esvaziada, fica mais fácil impugnar a assembeia como principal fórum de deliberações do movimento estudantil.
Para o DCE, da gestão “Não vou me adaptar” (Psol e PSTU), as resoluções da assembleia também não valem nada. Apesar da insistência dos estudantes, eles se recusam a convocar os atos contra os processos e a organizar as paralisações que foram deliberadas para esses dias. É nessa hora que todos se perguntam: onde estão os 300 membros da chapa “Não vou me adaptar”? Certamente não estão na assembleia… nem convocando os atos, nem paralisando as aulas, nem nos próprios atos.
Mas todos viram eles bem mobilizados para recolher o voto dos estudantes pelo cabresto durante as eleições.
O DCE e assembleia geral que o guia não devem funcionar de forma parlamentar, nem como palanque para verdadeiros aprendizes de parlamentares, mas para organizar a luta, objetivo para o qual Psol e PSTU deram mostras mais que suficientes de não terem sido talhados.

Natália Pimenta
Estudante de Letras e militante do PCO

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3 perguntas sobre… A crise na FEA

USP Livre!: Existe uma crise no curso de administração?
Fábio Martins*: O curso sofre uma crise. No início de cada semestre, as matrículas são realizadas sem qualquer critério, ficando a decisão final sob a responsabilidade do coordenador. O coordenador libera as matrículas nas disciplinas de acordo com o que ele acha melhor. Assim, os estudantes ficam sem disciplinas necessárias à conclusão do curso, o que gera centenas de casos de aluno que atrasam suas formaturas. Talvez tenham sido milhares de alunos nessa situação, sem exagero, durante toda a gestão do Prof. Hamilton como coordenador. Há inclusive boatos de que existem alunos jubilados por isso.
Existe uma Portaria, a FEA 45, que arbitrariamente e sem dar ao aluno qualquer direito à justificativa, impede a matrícula em disciplina fora de seu período, caso ele tenha tido reprovação por falta ou trancamento no semestre anterior.  Supondo que você seja do diurno e reprovou por falta na disciplina de estágio, no semestre seguinte, você não consegue pegar matéria alguma no noturno. Essa regra é utilizada à exaustão pelo coordenador prejudicando todos os alunos.
Além disso, a grade curricular do curso é desatualizada. A FEA ignora que a gente precise de uma série de disciplinas, como Empreendedorismo, Administração Pública, Sustentabilidade, Inglês para Negócios, no entanto, já estão previstas no curso [pago] da FIA desde que foi criado.
Outro problema é que temos professores que se recusam a dar provar substitutivas aos alunos em matérias em que os professores não dão qualquer importância ao aprendizado discente. O coordenador é conivente com as atitudes reprováveis dos professores e é autoritário com os alunos em suas decisões.
Acredito que o total desinteresse dos demais professores, que nos propiciam aulas “pra inglês ver”, é por conta do interesse deles ser direcionado para os cursos de Pós-graduação (tanto strictu sensu, no caso Mestrado e Doutorado feanos, quanto os MBAs oferecidos pela FIA) e outras atividades externas à docência na Graduação em ADM da FEA USP (com destaque para as consultorias fornecidas pela FIA).

USP Livre!: O diretor da graduação recentemente foi flagrado falsificando documentos de estudantes, como isso ocorreu?
Fábio Martins – O meu conhecimento do caso é que a adulteração ocorreu durante uma das reuniões da Comissão de Graduação feana, o que revoltou não apenas os Representantes Discentes como também os professores que participavam da reunião. Porém, os detalhes sobre como isto aconteceu, peço que pergunte aos diretores do CAVC.

USP Livre!: Como você vê a criação do curso pago de administração pela FIA?
Fábio Martins – O curso de graduação em administração da FIA é vergonhoso, mas, a princípio, não afeta diretamente a graduação em administração da FEA USP. Porém, apesar de não afetar diretamente, o curso da FIA possui as atualizações demandadas pelo curso da FEA, e que infelizmente não são realizadas há pelo menos seis anos (desde 2006, no mínimo), como já tinha falado no item acima. Sobre os professores da FEA e o curso da FIA, até onde é colocado pelos próprios professores feanos, e que não sei se é verdade, os professores da graduação da FIA não são os mesmos professores da graduação da FEA USP. Na relação de professores que consta no site da FIA, não existem professores da FEA, embora tenha visto lá alguns que já exerceram atividades docentes para os cursos de Graduação feanos de forma extraoficial, já que não possuem qualquer vínculo formal com a USP. Falando nisto, a médio e longo prazo imagino que os professores da FIA poderão integrar os quadros feanos. Isso porque grande parte dos professores da FEA está próxima de se aposentar, e não é difícil imaginar que um professor da FIA terá prioridade, ainda que apenas implícita, nos concursos de seleção de docentes. Caso isto aconteça, dá pra imaginar qual será a prioridade de um professor feano vindo da FIA…
E, como disse mais acima, a meu ver, a prioridade dos professores da FEA atuais em relação à FIA é nas consultorias e MBAs. Também na pós-graduação stricto sensu feana, que é alardeada aos quatro ventos como “conceito CAPES 7, a melhor do Brasil”, enquanto isso, a graduação em Administração é sucateada. Tanto que, se você ligar nas salas dos professores feanos – salas estas que ficam na FEA, é sempre bom lembrar -, em várias delas você será atendido com um “FIA, boa tarde”, o que mostra que a priorização das fundações na FEA não é apenas uma cultura entre os professores, mas já se tornou algo institucional e não desvinculável da própria FEA USP.
*Nome fictício, usado a pedido do estudante
Mande sua sugestão de entrevista para o Jornal da USP Livre!: usplivre@hotmail.com

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Leia, na íntegra, o Decreto nº 58.058 de 21/5/2012

Autoriza a Fazenda do Estado a receber, mediante permissão de uso, a título precário e gratuito e por prazo indeterminado, da Universidade de São Paulo – USP, as áreas que especifica
GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e a vista da manifestação do Conselho do Patrimônio Imobiliário, Decreta:
Artigo 1º – Fica a Fazenda do Estado autorizada a receber, mediante permissão de uso, a título precário e gratuito e por prazo indeterminado, da Universidade de São Paulo – USP, duas áreas localizadas na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, nºs 4.082 e 4.300, nesta Capital, totalizando 86.863,83m2 (oitenta e seis mil, oitocentos e sessenta e três metros quadrados e oitenta e três decímetros quadrados), conforme memorial descritivo e plantas encartadas no protocolo ATP-GS-3312/2012-SSP.  Parágrafo único – As áreas de que trata o “caput” deste artigo, serão destinadas à Secretaria da Segurança Pública, visando à instalação de unidades policiais, na seguinte conformidade:
1. área com 3.487,68m2 (três mil, quatrocentos e oitenta e sete metros quadrados e sessenta e oito decímetros quadrados), delimitada pelo perímetro 13ª, 13, 12, 10, 9, 8, 7, 6, 6C e 13ª, localizada na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, nº 4.300, nesta Capital, para instalação da sede do 93º Distrito Policial;
2. área com 83.376,15m2 (oitenta e três mil, trezentos e setenta e seis metros quadrados e quinze decímetros quadrados), delimitada pelo perímetro 19J, 18, 17, 16, 15, 14, 13ª, 6C, 6, 5, 4, 4AE, 4AC, 4AD, 55, 23, 22, 21, 20, 19, 19ª, 19B, 19C, 19D, 19E, 19F, 19G, 19H, 19I e 19J, localizada na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, nº 4.082, nesta Capital, para instalação das sedes do Comando de Policiamento de Área Metropolitana da Zona Oeste (CPA/M-5) e do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitana (16º BPM/M).
Artigo 2º – Este decreto entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogado o Decreto nº 43.759, de 5 de janeiro de 1999.

Palácio dos Bandeirantes, 21 de maio de 2012
GERALDO ALCKMIN

Julio Francisco Semeghini Neto
Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional

Antonio Ferreira Pinto
Secretário da Segurança Pública

Sidney Estanislau Beraldo
Secretário-Chefe da Casa Civil

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Moção de apoio dos estudantes em greve no Québec ao movimento estudantil da USP

A Coalizão Larga da Associação pela Solidariedade Sindical Estudantil, que conta com mais de 50% dos 165.000 estudantes em greve do Québec (Canadá), votou (com 1 abstenção e o resto a favor) a seguinte proposta:
Que a Coalizão se coloca oficialmente em solidariedade ao movimento estudantil da Universidade de São Paulo.
A Coalizão se coloca a favor das seguintes posições:

1- Fim do convênio USP-PM e saída definitiva da Policia Militar do campus;

2- Constituição de um comitê com maioria estudantil/trabalhadora para colocar alternativas de segurança na USP;

3- Fim dos processos administrativos e judiciais e expulsões de trabalhadores e estudantes por causas relacionadas à militância política;

4- Fim do processo de privatização da USP e

5- Renúncia do reitor João Grandino Rodas.

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Nesta quinta-feira, 31 de maio, participe da Assembleia geral dos estudantes da USP

Venha organizar a luta contra a ditadura do reitor-interventor João Grandino Rodas, a PM e os processos!  Às 18h na História/Geografia

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Todos ao Ato contra os processos na procuradoria-geral da USP nesta quarta-feira, às 9h

Rua Alvarenga, nº1416. Vamos exigir o fim dos processos e nenhuma punição aos estudantes que ocuparam a Reitoria e a COSEAS!

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Leia aqui a edição n° 56 do Jornal da USP Livre!

Clique aqui para ler o PDF da edição n°56 do Jornal da USP Livre! – 28/5/2012

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Participe da reunião aberta da redação do Jornal da USP Livre!

Hoje, segunda-feira, às 18h no CRUSP

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Opinião: A proposta de “diretas para reitor” na visão de um estudante da UnB

Fiquei sabendo que as eleições para reitor na USP são decididas por uma ínfima minoria da universidade e que parte da esquerda no movimento estudantil defende a proposta de diretas para reitor.
Na UnB, diferentemente da USP, estudantes, funcionários e professores podiam participar da votação. Até o ano de 2008, quando ocupamos a reitoria e derrubamos o reitor, o voto nessa eleição era dividido da seguinte maneira: estudantes tinham 15%, professores 75% e funcionários 15% dos votos. Formava-se assim uma lista tríplice e o voto final, assim como na USP, era dado pelo governo.
Na ocupação da reitoria, que foi a maior mobilização estudantil da UnB na últim década, a esquerda pelega da UnB defendia com unhas e dentes que tudo ia mudar se a eleição para reitor fosse paritária. Eles defenderam o fim da ocupação da reitoria em nome da suposta conquista da paridade que viria a ser aprovada em uma reunião do Conselho Universitário, meses depois.
No mesmo ano, o atual reitor José Geraldo, do PT, se elegeu em uma eleição paritária. Mas, sem a mobilização, a burocracia universitária aplicou um golpe: o voto dos estudantes só seria paritário se todos os 30 mil estudantes da universidade votassem, todos os funcionários e professores. Caso contrário, seu peso decaía conforme a participação.
A eleição de José Geraldo foi apoiada abertamente pelo PT e pelo PSol em segundo turno, já que esse partido possuía candidato próprio. O sistema paritário foi comemorado por toda a esquerda pelega, que acabou com a mobilização para conseguir uma consulta falsamente paritária, uma democracia de faz-de-conta, já que o governo sendo o verdadeiro eleitor.
Pois bem, agora que termina o mandato de José Geraldo, o que essa esquerda pelega tem a dizer? Nada. Estão calados porque o reitor reprimiu as manifestações, ignorou os protestos estudantis, demitiu os terceirizados e está colocando grades e câmeras por todo o campus. Pergunto: de que adiantou votar para reitor?
Na USP, eles estão dizendo que é preciso lutar por “diretas para reitor”, mas será que não aprenderam com a experiência da UnB?
Para quê votar para reitor se: em primeiro lugar, a eleição é controlada pelo governo, em segundo lugar, se concentra todo o poder sobre a universidade na figura de uma pessoa e, em terceiro lugar, as regras da universidade já definem de antemão quem pode se candidatar a reitor?
O que essa esquerda pelega e conservadora está fazendo na USP é alimentar as ilusões dos estudantes em medidas que não têm nenhum efeito e não produzem mudanças reais no regime de poder da universidade, como a eleição para reitor\.
O PSol, por exemplo, alimentou a ilusão no seus próprios militantes de que conseguiria eleger um reitor na UnB. Havia, inclusive, promessas de cargos para os seus militantes do movimento estudantil caso fossem eleitos.
É exatamente isso que é ocultado. Os estudantes servem apenas como massa eleitoral, para garantir os interesses de uma burocracia que dirige de fato a universidade. Os estudantes não possuem direito de se candidatar, tão pouco de decidir sobre os rumos da universidade.
A proposta de “diretas para reitor” oculta que só professores podem se candidatar; que a eleição será na realidade muito pouco democrática; que o governador continuará escolhendo o reitor, não passando a eleição de uma consulta. E mesmo que fosse muito diferente disso, a eleição para reitor continua significando que estudantes e funcionários não têm nenhum poder real dentro da universiade e que esta continuará sendo administrada por uma burocracia. O poder continua concentrado nas mãos do reitor, cuja mandato, ainda que seja escolhido pela esmagadora maioria, no sistema “uma cabeça, um voto”, está totalmente fora do controle daqueles que compõem a universidade.
Por isso, eu apoio a luta pelo governo tripartite com maioria estudantil, como fizeram os estudantes em Córdoba em 1918. Somente dessa forma será possível mudar de fato a estrutura de poder na universidade, o resto não passa de manipulação e ilusão.
L. G.
Estudante de Serviço Social da UnB

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