Rodas utilizou somente 60% dos recursos estatais destinados para a universidade

O reitor-interventor declarou à imprensa que uma das principais medidas de sua gestão será a diminuição do investimento público na instituição e a sua substituição pelo investimento privado.

Estatísticas do Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo) do governo de São Paulo, em 2011, demonstram que o reitor já colocou o plano em prática. Somente 61% do orçamento destinado para a USP foi utilizado no ano passado.

No que se refere aos gastos com estrutura física, o reitor utilizou somente 10% dos recursos disponíveis. Os investimentos previstos para os cursos de graduação e pós-graduação também sofreram cortes. Apenas 50% do orçamento previsto foi utilizado.

Esse é mais um fato que comprova a tentativa do reitor de privatizar a USP. Rodas optou por não utilizar os recursos públicos para a universidade e está em busca de investimentos e parceiros privados. Ele já aceitou parceria com banqueiros, como banqueiro Pedro Conde, com o banco Santander etc.

O investimento privado tem como objetivo não arrecadar fundos e melhorar a estrutura da universidade, mas garantir que grupos empresariais que nunca puderam desempenhar atividades comerciais na universidade pública o façam.

A ampliação das atividades comerciais desses setores na USP é extremamente prejudicial aos estudantes, funcionários e professores, pois ao contrário do Estado cujo investimento não tem uma contrapartida, esses empresários esperam um retorno imediato e extraordinário pelo “investimento” feito.

O reitor está claramente promovendo mudanças estruturais para facilitar a entrega da USP aos capitalistas. A extinção de cursos, a expulsão e perseguição de estudantes e funcionários e a não utilização das verbas do Estado, mas de instituições privadas é uma demonstração cabal disso.