Terceirizados não têm direito à gratuidade no Circular

O reitor-interventor João Grandino Rodas terceirizou o circular interno gratuito da USP, este foi cedido à SPTrans, empresa de transporte de São Paulo.

O ônibus até então realizava o trajeto gratuitamente. Com a concessão à SPTrans, os terceirizados foram excluídos do acesso gratuito. Como as empresas terceirizadas atrasam até o pagamento do salário dos servidores, não irão de forma alguma pagar o circular.

Os terceirizados que realizam todo o serviço de manutenção, limpeza e alimentação de todos que circulam pela Cidade Universitária serão obrigados a irem a pé até o ponto de ônibus que fica fora do campus, cuja extensão é enorme.

A medida de excluir os terceirizados e também pessoas que não possuem vínculo formal com a USP do acesso gratuito ao circular demonstra que o objetivo não é prestar um serviço melhor de transporte, mas lucrar com a nova linha cedida à empresa.

Se aqueles que trabalham para manter a universidade e que recebem os piores salários foram excluídos do acesso gratuito ao ônibus, será apenas uma questão de tempo para que o circular seja cobrado dos estudantes, servidores e professores.

Além disso, a terceirização do circular interno faz parte do processo de privatização pelo qual passa a USP. Há cursos de graduação pagos, agora o circular também será pago a determinado grupo de pessoas e o reitor persegue estudantes e funcionários para evitar a reação do movimento estudantil a essas medidas.

Um comentário

  1. “Terceirizados não têm direito à gratuidade no Circular”… Já que está na moda a terceirização, vamos terceirizar, os políticos e seus asceclas, para termos o gostinho de cortar deles também o que eles cortam dos trabalhadores terceirizados.

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