Não podemos abrir mão das nossas reivindicações: Fora PM! Fora Rodas! Fim da perseguição política contra estudantes e funcionários!

A luta contra a presença da PM dentro do campus não se restringe àquilo que a imprensa burguesa afirma. Desde 2007, quando o movimento estudantil encurralou a burocracia universitária e questionou diretamente o governo estadual, a Polícia Militar foi convocada para reprimir a mobilização dos estudantes. Nesse mesmo ano, a truculência policial também foi utilizada contra uma manifestação na Faculdade de Direito, quando João Grandino Rodas era diretor.
Dois anos depois, ele propôs que a burocracia tomasse a iniciativa de aprovar uma portaria que permitia a entrada da polícia para reprimir os piquetes realizados pelos funcionários em greve. Esse foi o estopim para a greve estudantil em apoio aos funcionários e contra a portaria. Meses depois, Rodas assumiu a reitoria e, no ano passado, estabeleceu um convênio com a Polícia Militar que dá toda a liberdade de ação aos policiais dentro do campus.

Pelo fim da perseguição política na USP

No dia 8 de novembro às 5h da manhã, 400 homens da Polícia Militar (PM), participaram da operação para a desocupação do prédio da reitoria da USP, que terminou com 73 manifestantes detidos. Dezenas de estudantes conseguiram fugir momentos antes da invasão da PM no prédio da reitoria com medo da truculência policial.
Os abusos da polícia de Alckmin começaram com o excessivo uso de força desnecessária para a desocupação do prédio. Homens desceram por cordas de helicópteros para o prédio da reitoria.
A manifestação política era a forma de pressão dos estudantes para poderem ter voz na universidade.
A greve foi aprovada em uma assembleia com mais de dois mil estudantes no prédio do curso de história. Os 73 estudantes ainda estavam presos quando a greve foi aprovada e uma das reivindicações era a libertação deles e contra qualquer punição.
Mais de 100 estudantes sofrem processos na USP, entre eles quatro pela ocupação da reitoria em 2007. Vinte funcionários também sofrem processo por participar da greve da categoria. Agora mais 12 estudantes estão ameaçados após terem sido presos na desocupação da moradia retomada, no térreo do Bloco G do CRUSP.

Fora Rodas!

O governo Serra escolheu para reitor da USP o segundo colocado da lista: João Grandino Rodas.
A escolha de Serra completou o quadro grotesco que é o regime de poder dentro da USP e inaugurou a ofensiva que revelou a verdadeira ditadura que existe na universidade. Por isso ele foi apelidado de reitor-interventor.
A escalada de violência e repressão do último período quando se intensificou a luta contra o reitor-interventor é a expressão mais clara da fraqueza e isolamento da direita na universidade, confirmando que essa luta, ao lado do “Fora PM”, está na ordem do dia. É preciso expulsar Rodas e sua política repressora e acabar com o plano do PSDB de privatizar a mais importante universidade do País.