Vamos pular catraca?

Rodas abriu as portas para a privatização da USP com a entrega, feita de maneira sorrateira, às costas da comunidade universitária, dos Circulares à iniciativa privada (SPTrans). Não se sabe ao certo, até agora, os detalhes do contrato feito com a SPTrans para que a companhia forneça o serviço de ônibus circulares na Cidade Universitária como, por exemplo, quanto isso está custando aos cofres da universidade. A única coisa palpável até agora é o fato de que o direito de ir e vir foi ainda mais restringido na Cidade Universitária. Funcionários terceirizados, estudantes especiais e a população em geral que circula pelas ruas do campus têm que pagar por um serviço que antes era prestado gratuitamente pela universidade. Mais ainda: estudantes regularmente marticulados, mas que ainda não receberam o “BUSP” (Bilhete USP) para usar nos circulares, têm sido obrigados a descer dos ônibus e completar o percusso a pé. Será que a economia supostamente feita com a terceirização do serviço de ônibus circulares realmente valeu a pena? Os ônibus da SPTrans circulando vazios pelo campus e até a av. Vital Brasil são a melhor resposta até agora. Uma parcela dos estudantes já percebeu que o boicote às medidas arbitrárias da reitoria produz resultados: permite a organização dos estudantes para uma luta permanente contra o regime imposto por Rodas, desmoraliza o reitor-interventor e seus ataques à universidade e pode colocar em xeque a sua ditadura impugnando na prática as decisões tomadas por esse reitor que, pouco a pouco, vêm desfigurando a universidade pública mais importante da América Latina. Assim como fizeram na semana passada no Bandejão Central, os estudantes devem também boicotar o ônibus circular controlado pela SPTrans.