Novamente, PM aborda e revista estudantes: “O problema de vocês na USP é que questionam demais”

Na terça-feira, dia 6, o estudante de história Oliver Van Sluys Menck publicou em seu perfil no Facebook um depoimento sobre a abordagem policial de que foi vítima dentro do campus.
Na segunda-feira, dia 5, o estudante e a sua namorada, também estudante da USP, estavam conversando na Praça do Relógio e foram abordados e revistados por dois policiais militares. O estudante relata que não havia qualquer justificativa para a aproximação dos policiais.
Os policiais alegaram que havia “indícios de suspeita”, um deles alegou ter sentido cheiro de maconha no local. “Eu estava lá há mais de uma hora e não tinha sentido cheiro nenhum, além da prática rídicula, violenta, invasiva e medíocre que é a revista, nos deparamos com alguns problemas mais graves”, afirma o estudante.
“A bolsa da minha namorada foi revistada sem o consentimento dela por um policial homem que retirou a bolsa debaixo das pernas dela. O legal teria ser chamado uma policial feminina, e se não quisesse se dar ao trabalho nem tocar nela nem revistar os pertences pessoais dela”, continou.
Oliver disse que durante a revista os policiais fizeram perguntas irrelevantes e quando um deles anotava os seus RG’s, o outro declarou: “o problema de vocês na USP é que questionam demais. Já estou me cansando de vocês”.
“Em seguida socou a palma da mão direita com a mão esquerda. Ameaça de violência física e abuso de poder é crime, além disso nunca pode ser considerado uma medida de segurança, somente de incentivo e geração de violência”, diz Oliver em seu relato.
O estudante completou: “Quanto a questionar demais, não acredito que algum estudante se orgulhe de questionar de menos. De criticar pouco. De pensar pouco. De alimentar o medíocre e que problemas em nossa sociedade se mantenham e/ou piorem”.
Oliver procurou um conhecido seu que é advogado. Esse teria dito sobre o fato: “não segue em frente com corregedoria, processo, nada. Quem tem a perder é você. Ou vira estatística ou não dá em nada. Você não tem provas e eles detém o poder, decidem se prosseguem com o processo e nele tem mais e mais chances de abusar mais do poder”.
O estudante termina seu relato com o seguinte questionamento: “a ação legal vai contra nós, o que fazemos?”.

Um comentário

  1. se a USP nao fosse um refugio de drogados isso nao aconteceria
    Diga-me com quem andas que eu te direi quem és

    Curtir

Os comentários estão desativados.