Rodas disse que seria gratuito, mas… Estudantes já estão pagando pelo Circular

O reitor-interventor João Grandino Rodas terceirizou o circular da USP, passando a cobrar passagem das pessoas que teoricamente não possuem “vínculo” com a universidade, com a desculpa de que estava fazendo isso para facilitar o transporte dos estudantes.
Rodas disse que ia manter a gratuidade aos estudantes, conforme afirma o boletim USP Destaques número 54: “USP terá novo sistema de transporte circular com ligação gratuita com a estação de metrô”.
Assim, Rodas excluiu os terceirizados e as pessoas que frequentam o campus. Todos que não possuem o cartão BUSP agora têm que pagar pelo circular.
Bastou começar as aulas para ficar evidente que a terceirização do circular logo ia afetar também os estudantes. Os calouros que não receberam o cartão já estão sendo obrigados a pagar a passagem.
Vários estudantes que ainda não possuem o cartão BUSP  já denunciaram ao Jornal da USP Livre! que os motoristas do circular não aceitam suas carteirinhas e são obrigados a descer do ônibus se não pagarem a passagem e concluírem o trajeto a pé.
Rodas restringiu o direito de ir e vir na Cidade Universitária e na prática privatizou o ônibus circular.  Como havia sido previsto pelo movimento estudantil, a terceirização do circular é um passo para cobrar de todos, inclusive dos estudantes, como, de fato, já está acontecendo. É o primeiro passo decidido na privatização da USP. Os estudantes devem boicotar as medidas arbitrárias impostas pela reitoria contra o caráter público e gratuito da universidade.