A greve não foi aprovada… quem está comemorando?

Ontem, dia 8 de Março, a assembleia geral dos estudantes decidiu pelo fim da greve que se iniciou em Novembro.

Praticamente todos os que defenderam que a greve não ocorresse procuraram enganar os estudantes com a alegação absurda de que apesar de estar votando contra a greve, na realidade eram muito favoráveis à greve. O problema seriam apenas as “condições” para ela acontecer. Com uma sabedoria sobre-humana teriam previsto que, apesar de as assembleias de curso se posicionarem de modo favorável à greve e  de terem ali reunidos  quase mil estudantes, se fosse aprovada a greve não ocorreria, seria uma “greve fantasma” como chegaram a afirmar alguns deles.

Mas se todos estão tão contra o reitor-interventor, a PM e acham que a greve deve ser feita em breve (segundo dizem), por que as organizações, tais como Psol e PSTU comemoram tão entusiasticamente o fim da greve?

Se a situação da USP é tão séria e a greve precisa acontecer, por que ficar feliz quando essa não é aprovada?

Bem, isso não é novidade. Todo fim de greve, fim de ocupação e fim de mobilização em geral é comemorado por esse bloco como uma grande vitória, com grande felicidade. Qual a vitória? Enterrar o movimento, voltar às aulas?

Dizem que a alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo. Parece que a grande alegria desse pessoal é acabar com a mobilização. Mais, que essa é a missão deles, como disse o integrante do MES, Tiago Aguiar, na assembleia que aprovou a desocupação da Administração da FFLCH, num ato falho tipicamente freudiano: “é preciso ver a melhor maneira de dar cabo no movimento”. Sem que ele percebesse, revelou suas verdadeiras intenções e do seu bloco: acabar com as mobilizações, pelo menos com as mobilizações reais, efetivas e feitas pelos estudantes. Tudo que fuja a passeatas muito bem controladas por eles e dentro dos limites, deve ser destruído.

A serviço de quem?