Semana passada, no campus: Crianças foram perseguidas, retiradas do Circular e revistadas pela PM

Semana passada, no campus
Crianças foram perseguidas, retiradas do Circular e revistadas pela PM
Na quinta-feira passada (8 de março), a polícia deu mais um exemplo da eficiência repressora da corporação. Dois adolescentes e uma criança foram impedidos de entrar no ônibus circular pelo motorista. Ao conseguirem entrar em outro circular, a ROCAN, que já havia intimidado o motorista do  primeiro circular a impedir a entrada dos garotos, perseguiu o segundo ônibus e exigiu que o circular parasse. Os policiais retiraram os garotos à força de dentro do ônibus e os revistaram. Dois garotos tinham aproximadamente 15 anos e o outro tinha não mais que 12 anos de idade.
No dia anterior ao ocorrido, quarta-feira, um chefe de serviços de um banco foi sequestrado por três homens próximo ao Hospital Universitário. O homem foi algemado e mantido dentro do porta-malas enquanto o grupo utilizava seu cartão para fazer compras. A PM, porém, não reagiu ao ocorrido. O homem sequestrado só foi resgatado horas depois em um shopping da Zona Oeste.
Na mesma semana, um estudante relatou na internet a abordagem sofrida por ele e sua namorada que estavam apenas sentados à tarde na Praça do Relógio.
Não é possível conviver diariamente com a repressão. A polícia não só é incapaz de garantir tranquilidade aos frequentadores da Universidade, como aumenta o clima de terror, chegando ao ponto de perseguir crianças dentro de um ônibus.
Esses acontecimentos tornam claro o papel da polícia dentro do campus. Enquanto crianças são revistadas, pessoas abordadas por “indício de suspeita”, estudantes presos por “perturbação da ordem”, um homem é sequestrado e a polícia é incapaz de reagir a esse crime.
A comunidade da USP não deve mais tolerar o estado de sítio em que a USP foi colocada. Fora PM!