Editorial: A defesa da universidade pública e gratuita sempre foi uma bandeira do movimento estudantil

A guerra vivida na USP entre estudantes, Rodas e a Polícia Militar tem como motivação a privatização da universidade.
Como a crise é intensa a tendência é ampliar a polarização também na comunidade universitária e nas próximas eleições para a entidade geral dos estudantes, o DCE, isso estará expresso.
A luta contra a privatização é uma defesa histórica do movimento estudantil, que desde seu surgimento teve como bandeira a defesa de uma universidade pública, gratuita e para todos. É uma luta para que toda a população tenha acesso à universidade e permita que todos possam estudar.
A direita não é parte do movimento estudantil, visto que é quem controla o Estado e intervém na reitoria.
Os ataques desses grupos de direita e a imprensa burguesa contra os estudantes que lutam eram os mesmos durante a ditadura militar. As calúnias contra o movimento estudantil geralmente procuravam encobrir totalmente o caráter político do movimento para apresentá-lo como algo do qual só participavam os “drogados, vagabundos e baderneiros”.
Da mesma maneira que durante a ditadura militar, esses ataques são organizados hoje com as mesmas intenções reacionárias.
Rodas chegou a criticar o movimento pelo seu fundo “ideológico”. A política de Rodas também é segue uma ideologia, a “neoliberal”, da tradição, família e propriedade. Quer dar de presente para a iniciativa privada o patrimônio da população brasileira que é a USP.
A direita está nas eleições do DCE para, junto com o governo e Rodas, atacar o movimento estudantil e calar suas reivindicações. A luta pelo “Fora Rodas” é apenas um passo para a transformação total do regime de poder dentro da universidade e da necessidade de acabar com a intervenção do governo burguês nos assuntos da universidade. Parte dessa luta é o combate à direita, infiltrada entre os estudantes.