Editorial: Em defesa do ensino público e gratuito

Essa sempre foi a principal bandeira do movimento estudantil no Brasil e o da USP sempre esteve à frente dessa luta. Rodas foi colocado na reitoria por Serra para acabar ou reduzir a algo insignificante o que há de público na USP.

Não é de admirar, já que o reitor-interventor é amigo dos militares e discípulo de um integralista. Foram justamente os militares, que os integralistas apoiaram, que deram o passo decisivo para o sucateamento do ensino público e o crescimento vertiginoso do ensino privado.

Essa obra de destruição realizada pela ditadura militar foi continuada e impulsionada principalmente PSDB. Há anos no governo do estado de São Paulo esse partido vem atacando, além do ensino básico, já totalmente destruído, as universidades estaduais. A tentativa mais evidente de desmantelar a universidade veio com os decretos, em 2007. A enorme luta dos estudantes mostrou que o plano não seria facilmente aceito. Por isso, o governo colocou como reitor-interventor um homem de ideologia fascista e completamente favorável à privatização.

Que ele era a pessoa ideal para o cargo, ficou provado ao mandar a polícia dissolver uma manifestação dentro do Largo São Francisco quando era diretor da Faculdade e depois ao propor a medida que permitia a entrada da polícia na universidade, utilizada pela primeira vez em 2009 para reprimir um piquete da greve dos funcionários.

Com essas credenciais, como acreditar que o convênio firmado com a PM tinha como objetivo trazer mais segurança ao campus?

A repressão policial instalada na USP é uma medida extrema de intervenção do Estado na universidade, para tentar liquidar os movimentos de estudantes e funcionários com o objetivo de impor a privatização.

Por isso, pedimos a saída de Rodas e da PM, sempre tendo em foco que nossa luta é em defesa do ensino público e gratuito.