Conselho de Pós-Graduação prepara aprovação do seu novo regimento

No dia 28 deste mês, o Conselho de Pós-Graduação (CoPGr) pretende submeter à aprovação o seu novo regimento.
A proposta foi apresentada em dezembro de 2011 e já vai ser submetida à aprovação, sem qualquer discussão com os estudantes.
Em primeiro lugar, o regimento mantém a atual estrutura de poder da universidade. Não há eleição direta para os cargos de presidente da Comissão da Pós-Graduação.
Além disso, o Plano de Desenvolvimento Institucional afirma que a avaliação é uma das questões fundamentais para que a USP “atinja suas metas”. Somam-se a isso as rígidas regras de qualificação.
No novo regimento, os professores não doutores são revalorizados e liberados para ministrar disciplinas, enquanto os alunos mestrandos e doutorandos são depreciados e perdem o direito a defenderem o seu trabalho na nova avaliação escrita.
Essa comissão de avaliação pode reprovar o pós-graduando ou exigir correções sem nem ouvir a defesa do seu trabalho. Os estudantes perdem o direito de voz e os orientadores de voto.
Na posição de professor, o mestre ganha direitos, na posição de estudante do doutorado não pode sequer defender seu trabalho.
O objetivo que consta no próprio Plano é aumentar “a produção ainda insuficiente” da USP.  Além disso, o Plano diz é preciso a busca “de maneira mais profissional e eficiente, de recursos externos para o financiamento das atividades tanto de pesquisa quanto de ensino e extensão”.
O fortalecimento do mestrado profissional envolve a supressão da proibição da cobrança financeira [antigo artigo 125], ou seja, o próximo regimento pode determinar a cobrança por alguns serviços da pós-graduação.
O Plano de Desenvolvimento Institucional prevê ainda como suas metas a “internacionalização da USP”, que esta se torne “uma universidade de classe mundial”.
O novo regimento manterá as votações secretas, as reuniões fechadas para membros, a exclusão de pontos de pauta pelo pró-reitor, a inclusão de pauta sem observância do prazo, a convocação de reuniões extraordinárias em prazo menor que cinco dias e o direito às três câmaras de encaminhar o que quiser à Comissão de Pós-Graduação.