A verdade vem à tona: denúncia – A PM da USP está envolvida com o tráfico de drogas

Tropa de choque reprime estudantes na USP.

Reportagem da TV Bandeirantes abre a tampa do esgoto:

A Secretaria de Segurança Pública do Estado se recusou a acatar a denúncia: “muito do que é descoberto, vira um simples relatório que, depois de passar pelo crivo da cúpula da Secretaria de Segurança pública do Estado, é arquivado sem que os crimes descobertos sejam devidamente apurados”.

O governador sabia: “alguns trabalhos meus, com certeza, o governador, o secretário de segurança pública, o delegado geral, o comandante da PM têm ciência”, disse o ex-investigador da Polícia Civil que elaborou o relatório mostrando a relação da PM com o PCC.

“Os criminosos [que mataram o estudante Felipe Ramos Paiva] estavam envolvidos com o tráfico de drogas [são protegidos pelos traficantes que dominam o tráfico na região]. Tudo é controlado pelo Primeiro Comando da Capital, o PCC, que paga semanalmente elevados valores aos policiais militares que atuam na área [do 16º DP, vizinho à USP]”.

“Mesmo tendo recebido o documento, a Secretaria de Segurança Pública designou os policiais do 16º DP para fazer o patrulhamento na Cidade Universitária”.

PMs recebem encomendas de morte do PCC: “agora, quem aperta o gatilho, são policiais militares”, disseram os apresentadores do Jornal da Band prometendo uma sequência de reportagens sobre o caso

Não precisamos falar nada. Nos limitaremos, nesta edição, a reproduzir e comentar brevemente o que a reportagem do Jornal da Band mostrou na noite desta terça-feira, 28 de março. Abordaremos o tema novamente e com maior profundidade nas próximas edições do Jornal da USP Livre!, não perca!
Uma equipe de reportagem da Rede Bandeirantes de televisão teve acesso a relatórios secretos produzidos pela equipe de inteligência da Polícia Civil de São Paulo. O apresentador, Ricardo Boechat, afirmou que “os documentos pedem a investigação de policiais militares por envolvimento com o crime organizado, mas esses pedidos foram engavetados”. Isso significa que o governo sabe das denúncias e de muito mais e simplesmente se recusa a tomar qualquer providência contra os policiais.
Segundo a reportagem, a divisão de inteligência do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) colheu informações na comunidade São Remo, vizinha à Cidade Universitária, que levaram à prisão de Irlan Santiago, conhecido como “Queiroz” e Daniel Celeste de Souza, o “Lanlan”, que confessaram ter assassinado o estudante Felipe Ramos Paiva, em maio do ano passado.
Um ex-investigador do DHPP forneceu as informações ao Jornal da Band que mostrou que todas as operações criminosas na região sejam controladas pelo grupo criminoso PCC, e também que a organização paga semanalmente elevados valores aos policiais do 16º DP, também vizinho à USP, que atuam na favela.
Ocorre que, segundo a reportagem, “mesmo tendo recebido o documento, a Secretaria de Segurança Pública designou os policiais do 16º DP para fazer o patrulhamento na Cidade Universitária”.
A reportagem da Band afirma: “por lei, todos os crimes levantados por eles precisam obrigatoriamente ser investigados. Só que quando as denúncias envolvem policiais militares suspeitos de crimes ou que possuam ligação com organizações criminosas que atuam no estado, os relatórios vão para um arquivo”.
Ou seja, o governo do Estado, para servir a fins escusos, colocou pessoas que ele sabia ter envolvimento com o tráfico entre os estudantes da universidade para vigiá-los.
O mesmo grupamento policial é também responsável pela segurança e o policiamento do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de S. Paulo.
Há um mês a equipe da TV Bandeirantes tenta, sem sucesso, marcar uma entrevista com o secretário de segurança Antônio Ferreira Pinto.
O relatório relaciona a morte do estudante da FEA ao tráfico de drogas que teria na favela São Remo uma espécie de base permanente.
Os crimes e a “falta de segurança” na USP foram as justificativas escolhidas pela reitoria e o governo do Estado para impor a presença da Polícia Militar no campus. A investigação conduzida pela Polícia Civil revela que, ao invés de ter sido trazida à USP para “solucionar” o problema da segurança, a Polícia Militar é parte do problema e, ao que tudo indica, está na folha de pagamento do tráfico.
Rodas e a direita usaram de maneira oportunista a morte do estudante da FEA para justificar um plano que desejavam colocar em prática desde 2007, quando os estudantes ocuparam a reitoria por mais de 50 dias.
Pouco a pouco as maquinações vêm sendo desmascaradas. A PM não serve para garantir a segurança de ninguém, pelo contrário, como já afirmamos diversas vezes, foi colocada na USP para reprimir aqueles que lutam em defesa da universidade pública e gratuita contra os planos de privatização de Rodas e do governo do PSDB.

5 comentários

  1. é preciso esclarecer cabalmente os fatos, ou seja, a relação entre uma polícia controlada pelo PCC, o governador do Estado, o assassinato de um estudante e a interevenção policial na usp. Lembrar o método tradicional da direita fascista: plano cohen, incêndio do reichstag… em escala de miniatura

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  2. seria legal colocar o link sobre a reportagem da bandeirantes original, pois procurando no Google não se encontra nenhuma informação sobre isso! =D

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