Renato, o afamado

Renato de Azevedo comete um blogue no site da revista Veja, aquela do santo sudário. Aquela do Policarpo Júnior, “amigo” do bicheiro Carlinhos Cachoeira… Com as duas colunas anteriores sobre o Renato publicadas nesse jornal nós o tiramos da obscuridade. Alçamos seu blogue à semiclandestinidade. Até o Piauí Herald andou desperdiçando umas linhas com o ilustre, mas o chamam de Rosaldo Hazeredo, talvez porque o Estadão tema processos. E como disse um representante da Reacinha no debate da FEA: “Quem chama atenção pra esse tal de Reinaldo [Reinaldo?] são vocês, eu nunca tinha ouvido falar nesse cara.” Pois é, perdemos (a 27) as eleições mas não perdemos a piada.

E falando em eleições, e em piada, disseram-me que o tal Renato andou se metendo nas eleições do DCE da USP. Não acreditei e fui conferir. Era verdade, depois que demos ao Renato alguma projeção ele virou cabo eleitoral, chamou votos para a Reacinha. “Alô, Maioria Silenciosa da USP! Hoje é o último dia! Reaja!” Carlos Lacerda governava a Guanabara, Renato é cabo eleitoral de chapa pro DCE. Aparentemente, a “maioria silenciosa” não sabia marcar um “x”. Afinal, todos os que não votaram seriam favoráveis ao reacionarismo: “Ainda que com uma votação maior do que a de outros anos, a maioria silenciosa continua silenciosa.” (Aqui a “maioria silenciosa” ficou mais tímida, toda em caixa baixa.) Renato é o procurador da Vontade da maioria. Se a Reacinha vencesse testemunharíamos o Triunfo da Vontade… Adiante.

Incentivamos um passatempo que anda bastante disseminado entre alguns amigos nossos: ler as postagens sobre a USP no blogue do Renato. Mas uma parte deles não entendeu, andam passando raiva. Ainda não captaram todo o burlesco, que tanto nos diverte, contido naqueles textos. Treinemos com os comentários de leitores feitos por lá, depois do fracasso da direita (nem cabo eleitoral promovido por nós adiantou). Vejam que comovente esse depoimento de um colega nosso:

“Foi a primeira vez que eu votei em alguma coisa na USP e, infelizmente, não dei sorte, pois a chapa Reação [eles chamam assim…] perdeu. Fiquei desanimado. […] A plataforma dos vencedores é a de estatizar as faculdades particulares (sem indenização!), abrir concurso para faxineiras, proibir a entrada de policiais militares no campus e outros absurdos. […] Como disse o Serra após sua derrota: […]”. 

Tinha leitor bravinho, também:

“Os 84% de omissos acabaram votando pelo enclave universitário. Para que estuda, afinal, essa gente, se não consegue nem mesmo reconhecer um momento crucial quando se depara com um?” 

E leitor saudosista:

“Os estudantes estão desinteressados pela política? Nada mais óbvio. Importantes matérias escolares como Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil (OSPB)foram retiradas das grades escolares no governo FHC por serem consideradas ‘heranças da Ditadura’”.

Um direitista, um “gênio” e um saudosista: isso é maioria? Não é. Por mais publicidade gratuita que lhes concedamos. Pelo contrário, quanto mais expusermos – nós ou eles – esses discursos, menos apelo eles terão.

Grubi