Como o reitor-interventor privatizou o Circular e enganou a opinião pública

Em 17 de fevereiro, a reitoria anunciou o convênio com a SPTrans, que passou então a administrar o serviço de ônibus circulares na Cidade Universitária.
Com a medida, uma empresa privada (a SPTrans) passou a receber por cada volta dada pelas catracas dos circulares da USP. O valor a ser pago pela reitoria à SPTrans não foi divulgado. Trabalhadores terceirizados, estudantes sem matrícula e sem o Bilhete USP, e toda a comunidade que frequenta a USP mas não se enquadra no critério adotado pela reitoria para o oferecimento do serviço de ônibus são obrigados a pagar pelas viagens antes feitas gratuitamente.
Ao anunciar a medida no boletim USP Destaques, nº  54, o gabinete do reitor-interventor declarou que “os atuais circulares funcionarão normalmente até o final do mês de março, durante a fase de adaptação do novo sistema. A partir de abril, passarão a fazer parte de uma nova linha, batizada de “Circular Cultural”, projeto idealizado pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária. Essa nova linha levará gratuitamente docentes, funcionários, alunos e visitantes às Unidades e pontos que exibam mostras, recitais, apresentações, congressos e demais atividades culturais”.
E, em resposta a uma matéria da Folha de S. Paulo, a reitoria declarou ainda que “o novo sistema não excluirá serviço gratuito de transporte para a comunidade em geral dentro da Cidade Universitária, uma vez que o “Circular Cultural” percorrerá todo o perímetro do campus”.
Agora, às vésperas de colocar em prática sua promessa, vem à tona que o “Circular Cultural” foi apenas uma cobertura para a privatização do Circular.