Editorial: Por que assembleia?

Seis estudantes já foram expulsos e uma nova leva de processos promovidos pela reitoria veio para complementar as prisões e processos sofridos na Justiça comum pelos estudantes que participaram das últimas mobilizações contra a ditadura do reitor-interventor na USP.
Além disso, Rodas continua avançando com seu plano de privatização, com a alteração do Estatuto da Pós-Graduação que prevê o estabelecimento de mais cursos pagos na universidade.
E para tentar impedir que os estudantes se levantem contra essas medidas o reitor-interventor indicou uma nova direção, composta por policiais militares, para a Guarda Universitária, criando a Superintendência de Segurança (SS).
A Assembleia Geral é o espaço de discussão e deliberação no qual os estudantes, que não foram consultados pela reitoria em nenhuma das decisões tomadas contra o interesse da comunidade universitária, que são pisoteados pela polícia e a repressão imposta pelo reitor, devem participar para se organizar e reagir a estes ataques.
É preciso responder à altura à ditadura imposta na USP. Não podemos aceitar calados a privatização e a repressão impostas por Rodas. Todos à Assembleia!