Quem é a máfia do plágio que está no comando da FAPESP?

Além do reitor-interventor João Grandino Rodas, o governo Alckmin nomeou os professores Alejandro Szanto de Toledo e Suely Vilela para o Conselho Superior da FAPESP.
O diretor do IF (Instituto de Física), Alejandro Szanto de Toledo, juntamente com o vice-diretor da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), Nelson Carlin Filho, foram acusados de plagiar trabalhos científicos em 2007. Os dois lideram o grupo que assinou ao menos três estudos com trechos copiados de trabalhos do físico Mahir Hussein, já aposentado, e de outros autores. Suely Vilela, reitora na época, se recusou a falar sobre o assunto. Professores que se manifestaram contra esse crime, sofreram assédio moral. O caso terminou com uma moção de censura ética contra os cientistas.
Suely encobriu o plágio do novo nomeado de Alckmin para o Conselho Superior da FAPESP, Alejandro Szanto de Toledo, mas foi ela mesma acusada de plágio. Em 2009, a universidade abriu uma sindicância para investigar a então reitora, acusada por um grupo de pesquisadores da UFRJ de ter plagiado um trabalho publicado em 2003.
O governador nomeou a máfia que está contra o desenvolvimento da universidade, da pesquisa e do ensino. É o grupo que está alinhado com a política de privatização da universidade pública que agora está à frente da principal agência de fomento à pesquisa na universidade.
De maneira alguma impostores como Alejandro de Toledo e Suely Vilela poderiam assumir a responsabilidade junto à sociedade brasileira de promover o incentivo e o subsídio à pesquisa e o apoio à ciência e tecnologia no estado de São Paulo com esse histórico. Tampouco Rodas, que ao invés de ser conhecido por sua produção acadêmica fez fama ao produzir cenas de abuso e repressão policial contra os estudantes da USP.
Como conselheiros da FAPESP, os membros da máfia do plágio têm o controle sobre que tipo de pesquisas devem ser desenvolvidas no estado e quais receberão maior investimento. Com uma máfia como essa à frente da FAPESP, não é difícil prever a quem as pesquisas servirão.          S.G. e R.D.