EDITORIAL: Processo “transparente”, não! Pelo fim de todos os processos contra estudantes e funcionários!

O texto da resolução, destacado em negrito, conforme aparece na página do DCE na Internet (http://www.dceusp.org.br/2012/04/relatoria-da-reuniao-do-cca-14042012/)
O texto da resolução, destacado em negrito, conforme aparece na página do DCE na Internet (http://www.dceusp.org.br/2012/04/relatoria-da-reuniao-do-cca-14042012/)

A posição dos pelegos do Psol-PSTU no movimento estudantil é a mais absurda possível. A “defesa” que as direções das entidades estudantis apresenta no caso dos estudantes processados entrega os estudantes ameaçados de expulsão de bandeja para a reitoria.

O documento assinado pelas entidades estudantis no último Conselho de Centros Acadêmicos (CCA), realizado em 14 de abril, diz que “o CCA é contra a punição de estudantes por manifestações políticas e defende que tod@s tenham direito de defesa com um processo aberto e transparente” (grifo nosso).

Dez estudantes já foram intimados a depor na comissão criada por Rodas e sob sua orientação. Pelas várias medidas de Rodas já está claro que sua disposição é perseguir e calar todos os que se opõem à sua política.

Os pelegos querem que as medidas tomadas pela comissão formada por Rodas sejam “transparentes”. Mas o processo é apenas a “via legal” da burocracia universitária para aplicar a pena que já foi estipulada antes mesmo que se apurem os fatos: a eliminação dos estudantes. O que significa dizer que esse processo deve ser conduzido de modo “aberto” e “transparente”? Trata-se apenas de embelezar a perseguição política promovida por Rodas e dar razão à reitoria quando esta afirma que não se trata de perseguição política, já que o “protesto em si” não está sendo condenado, e que apenas os danos materiais estão em causa.

A posição adotada pelas entidades reunidas no CCA, e em particular pela direção do DCE, a chapa “Não vou me adaptar” (Psol e PSTU), significa, na prática, permitir que os estudantes sejam processados normalmente. Se os estudantes forem condenados e eliminados em um processo “aberto” e “transparente”, que razão teriam os demais para protestar?

O reitor-interventor contra o qual o movimento estudantil se levantou poderia julgar de forma isenta uma ação política dos estudantes? Evidente que não. Deixar nas mãos de Rodas o julgamento dos estudantes processados é apoiar as expulsões. Nesse sentido os estudantes, professores e funcionários devem exigir o fim dos processos e é essa a única reivindicação possível diante do ataque de Rodas.

2 comentários

    • hahaha os comentarios tem q passar pelos moderadores? eu acho q nao vai ser postado entao!! hauehaeuh censura master! hauhaueha

      parabens galera!

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