Processos administrativos que já haviam sido engavetados foram reativados pela reitoria

Em Agosto de 2011 a reitoria da USP instaurou processo administrativo contra dirigentes sindicais, delegados de base e ativistas do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). Magno de Carvalho, Neli Maria Paschoarelli Wada, Solange Conceição Lopes Veloso, Marcello Ferreira dos Santos (Pablito), funcionários afastados para dedicarem-se ao trabalho sindical, podem ser punidos por protestarem contra a demissão de 270 trabalhadores da USP. Um membro do Conselho de Base (Nair Maria Pereira) um estudante (Rafael Alves) e uma funcionária da COSEAS (Coordenadoria de Assistência Social), Ana Mello, também estão sendo julgados nesse mesmo processo, tendo seus vínculos com a universidade ameaçados.

Esse processo é totalmente irregular. Foi forjado através de um Boletim de Ocorrência que, por sua vez, não é prova de nada, é apenas um relato dado por uma das partes interessadas no processo. Mesmo que a instauração do processo estivesse de acordo com as normas, o Regimento da USP é arbitrário e não beneficia, tampouco atende aos interesses dos estudantes e funcionários.

O processo, porém, havia sido engavetado, uma vez que o prazo para sua conclusão já havia sido ultrapassado, conforme determinava a portaria. Um fato, entretanto, denuncia o autoritarismo e a perseguição política que a reitoria e o governo do estado vêm promovendo na universidade contra os estudantes, funcionários e professores – no dia 17 de Abril, os envolvidos no processo foram convocados a intimar em audiência nos dias 3 e 4 de maio, mesmo depois do prazo ter vencido.

No dia anterior à intimação, representantes dos funcionários e professores das três universidades estaduais reuniram-se com Rodas para discutir a Campanha Salarial 2012. Na ocasião, sindicalistas do Sintusp aproveitaram a opotunidade e questionaram-lhe sobre o processo administrativo contra os funcionários. Grandino Rodas disse não ter conhecimento do processo (que ele mesmo instaurou e assinou), procurando tranquilizar os representantes do sindicato, dizendo que iria pedir ao professor Amadio o processo para ter ciência do se tratava. Para a surpresa deles, são intimados no dia seguinte. Mais outro fato que desmarcara a farsa criada por Rodas e seus capachos de que a comunidade uspiana goza de democracia.

A reitoria dá provas diariamente de seu autoritarismo. Não existe diálogo. Aqueles que atacam o movimento estudantil ficam sem argumentos diante desse fato.

Os processados foram intimados para a depor nos dias 3 e 4 de maio na Audiência da Comissão Processante.