Unifesp: estudantes há mais de um mês em greve sob os ataques da burocracia, da polícia e do Estado

Nossos companheiros da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) já completam 34 dias de greve devido às péssimas condições dos campi e à total falta de vontade da reitoria em colocar uma solução para os problemas estruturais da universidade. No campus de Guarulhos, a paralisação é total.

A situação é tão crítica que devido à chuva, o campus de Guarulhos está interditado e só será liberado dentro de 15 dias. Acrescenta-se a esta situação calamitosa o fato de o prédio estar há mais de cinco anos sem alvará da prefeitura.

Durante todo esse período de greve e mobilização, a direção da universidade não propôs nenhuma solução. Pelo contrário,  acumulam-se ataques e ameaças à organização dos estudantes. Só nos últimos dias, os piquetes feitos pelos estudantes foram ameaçados pela Congregação da unidade Guarulhos de que poderiam virar caso de polícia.

Durante a manifestação do dia 20, os estudantes foram recebidos na porta da reitoria pela tropa de choque da PM, que já estava lá para evitar qualquer tentativa de ocupação. Além disso, foram entregues, por um oficial de justiça, várias intimações para estudantes, entendidos pela burocracia como líderes do movimento, e para o Partido da Causa Operária, colocados sob ameaça de receber multas de mais de 30 mil reais por dia caso haja ocupação da reitoria.

Tal situação demonstra que a universidade foi colocada sob estado de sítio, assim como vemos na USP. E, com o resultado da última manifestação, onde foram usados o aparato policial e judicial para evitar qualquer ação do movimento grevista, ainda assim, o reitor, que exigia que um grupo de seis alunos fosse levar a proposta até ele, teve que descer até a manifestação para receber a carta de reivindicações dos estudantes.

Confira o blog dos estudantes da Unifesp em greve: http://greveunifesp.wordpress.com/