Vigiar e punir… e levar um “por fora”, talvez: “Quem aperta o gatilho é a PM”…

A USP que "eles" querem...
A USP que “eles” querem…

Após a aprovação do convênio com a PM, seus soldados reprimiram a ocupação da reitoria, reintegraram a moradia retomada, fecharam o espaço de convivência do DCE. Isso apenas para citar alguns exemplos da repressão política, deixando de lado as abordagens e intimidações cotidianas a que estão submetidos todos na Cidade Universitária.

O reitor-interventor declarou em uma entrevista: “Muita gente imagina que a polícia vai atrapalhar a manifestação de movimentos sindicais, prejudicar a livre expressão, mas não é isso. A reitoria não vai fazer isso e pode assumir esse compromisso. É uma ronda com a missão específica de combater o crime” (Veja São Paulo, 20/5/2011).

O destaque da fala de Rodas feito pela revista foi: “Nós todos matamos esse menino”, sobre a morte do estudante Felipe Ramos Paiva em maio do último ano.

O interventor deveria se pronunciar agora, após a investigação do caso que demonstrou a ligação entre os soldados que patrulham o campus e o crime organizado.

Segundo denunciou um ex-policial civil, os crimes dos traficantes foram terceirizados e agora “quem aperta o gatilho é a PM”.

Em entrevista, o ex-coronel da PM Luiz de Castro Junior, 52 anos, o novo Superintendente da Segurança (S.S.) afirmou que a aproximação da guarda com a PM já é considerada um “processo natural”.  A revista que com freqüência expressa a opinião do governo estadual declarou: “Na época, a parceria provocou protestos de parte dos alunos, que chegaram a invadir selvagemente o prédio da reitoria. A reintegração foi promovida pela Tropa de Choque.”

A PM não patrulha o campus nos locais em que não há iluminação ou de pouca circulação. Não cumpre o papel estipulado pelo próprio convênio. Com freqüência a base comunitária da PM está no portão 1, que não precisa de vigilância já que já possui uma guarita e grande circulação de pessoas. O clima de repressão e insegurança na USP não existe de maneira independente. A USP está mais insegura ainda depois que Rodas assumiu a reitoria e colocou para dentro o braço armado, treinado, corrupto e violento… do crime organizado.     A.T.