Editorial: Os podres que Rodas não quer que venham à tona

No último dia 10, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu a licitação no valor de R$ 62 milhões aberta pela reitoria para a instalação do seu novo sistema de iluminação do campus.

Cinco das empresas que se candidataram alegam que o edital foi manipulado para favorecer apenas uma das concorrentes, que segundo as regras estabelecidas pela reitoria seria a única com condições de cumprir todas as exigências.

Para encobrir uma verdadeira operação fraudulenta colocada em marcha por Rodas para beneficiar seus compadres com a licitação, a reitoria decidiu revogar a concorrência “tendo em vista as impugnações administrativas e pedidos de esclarecimentos e representações” no TCE (Folha de S. Paulo, 10/5/2012).

O reitor-interventor está pisando em ovos. Tanta repressão, censura e perseguição aos estudantes, funcionários e professores que lutam em defesa da universidade pública e gratuita se deve justamente a este fato: Rodas, um preposto do governo do PSDB no comando da USP, quer privatizar a USP sem chamar a atenção.

Onde há fumaça, geralmente há fogo. Esta foi apenas uma das maracutaias que vieram à tona, mas já é o suficiente para demonstrar que, com a privatização da universidade, o favorecimento de um punhado de empresários deve se multiplicar.