Não vamos abaixar a cabeça diante da ditadura do reitor-interventor

A reitoria tem medo de que as manifestações contra os processos levem à ocupação da Procuradoria-Geral e já deixou claro que suspenderá as audiências caso os estudantes continuem a protestar.
A reitoria tem medo de que as manifestações contra os processos levem à ocupação da Procuradoria-Geral e já deixou claro que suspenderá as audiências caso os estudantes continuem a protestar.

Nesta terça-feira (22/5), o ato dos estudantes contra os processos reuniu cerca de 200 pessoas.

Alguns presentes atiraram bolas de tinta contra a fachada da Procuradoria-Geral. Os estudantes fizeram um piquete para impedir o acesso ao edifício e exigiram que as audiências fossem suspensas, mas a reitoria conseguiu fazer com que alguns estudantes depusessem, levando-os para uma sala nos fundos da Procuradoria-Geral para evitar o barulho da manifestação na rua.

A manifestação parou por mais de três horas o trânsito na rua Alvarenga, onde está instalado o “bunker” criado por Rodas para a Procuradoria-Geral da USP.

Os atos contra os processos completamente arbitrários movidos pela reitoria têm como objetivo impedir as audiências e mostrar para o reitor-interventor que os estudantes que defendem a universidade pública e gratuita não vão se calar diante da repressão policial.

Os estudantes já alcançaram esse objetivo com uma grande manifestação no dia 16 passado, o primeiro em que a comissão formada pela reitoria ouviria os estudantes processados. Diante da manifestação do dia 16, a reitoria decidiu suspender as audiências marcadas para aquele dia. É preciso manter em pé as bandeiras de luta dos companheiros que ocuparam a reitoria no ano passado e que agora estão sendo processados por isso.

Abaixo a perseguição política na USP! 

Fim dos processos contra estudantes e funcionários! 

Fora PM! 

Fora Rodas! 

Não à privatização da USP! 

Ensino público e gratuito! 

Poder estudantil!