Do “Manifesto dos Estudantes da Universidade de Coimbra á opinião ilustrada do paiz” (1862-1863)

“Póde suppor-se que o corpo docente da Universidade, que devemos julgar prudente e illustrado; que a mocidade portugueza, que abriga no coração tanta rectidão e justiça; que o jornalismo, echo da opinião publica; que sciencia, nobreza d’intenções, prudencia e illustração: que tanta gente, e da melhor, em tão diversos sitios, sem se passarem palavra, sem um fim qualquer, se conspire e combine contra um homem, o accuse e guerreie… e que esse homem não tenha dado motivo a esta declaração de guerra? Pode suppor-se isto?”
Anthero de Quental