A tríade: prisão, processo e cadeião Carandirusp

Depois de promover uma perseguição a todos os seus inimigos e tentar expurgá-los do campus, a SS do Führer João Grandino Rodas apresentou um novo sistema de segurança com um aperfeiçoamento da vigilância dos seus “prisioneiros”

“O campo de concentração é sum centro de confinamento militar, instalado em área de terreno livre e cercada por telas de arame farpado ou algum outro tipo de barreira, cujo perímetro é permanentemente vigiado”.
Essa será a nova Universidade de São Paulo do Führer João Grandino Rodas. Depois de promover uma perseguição a todos os seus inimigos e tentar expurgá-los do campus, Rodas irá vigiar cada passo de todos que frequentam a universidade.
O Führer nomeou para a chefia da sua SS (a Superintendência de Segurança) um ex-coronel “linha dura” da Polícia Militar e outros dois ex-PM’s para lhe auxiliarem na repressão dentro do campus.
O ex-coronel da PM Luiz de Castro Junior, escolhido a dedo por Rodas, mal assumiu o cargo de chefe da SS e já apresentou um “novo plano de segurança”. A imprensa capitalista noticiou que o “novo sistema” é de autoria do ex-coronel, que em menos de dois meses o teria formulado, o que é no mínimo duvidoso.
É evidente que reitoria e governo já tinham tudo elaborado e só estavam esperando o momento certo para implementar seu plano. Ou isso, ou os estudantes devem acreditar na fábula do “homem do panóptico”.
O campus de concentração do Führer funcionará da seguinte forma:
– vigilância por 24 horas, com guaritas suspensas de 4,5 metros de altura com visão de 360 graus;
– holofotes com foco iluminarão o campus e por meio de alto-falantes os guardas se comunicarão com os prisioneiros;
– todos que chegarem ao campus de carro terão que parar em cancelas e se identificar. Em seguida, passarão pela portaria para fazer um crachá;
– os pedestres que frequentam o campus à noite também terão um crachá de identificação;
– na entrada, haverá barreiras, como as que existem em garagens de prédios. A segunda barreira somente será liberada após a passagem do crachá.
– a SS reformulará as cores dos uniformes e os carros dos guardas universitários, que receberão um treinamento “especializado” para tratar os que frequentam o campus
– locais considerados “perigosos” terão patrulhamento direto da Polícia Militar.
Como um legítimo Führer, Rodas não precisou consultar nem mesmo seus aliados ou qualquer órgão da instituição. Para manter a segurança do novo campus de concentração, quanto menos informação os seus prisioneiros tiverem, melhor, por isso, não há nada a respeito do assunto na página da internet da instituição, nem no Jornal da USP, nem no USP Destaques.