Opinião 2 Tira o pijama, DCE!

A última assembleia geral demonstrou a necessidade de reforço da campanha “Tira o pijama, DCE”, lançada há algumas semanas pelo Jornal da USP Livre!.
Os diretores do DCE sequer trouxeram uma mesa para a assembleia e começaram com uma discussão de que a assembleia deveria se transformar em um “comando de mobilização deliberativo”.
Eles afirmaram que não havia “clima” para a assembleia, disseram que os estudantes não deveriam fazer uma assembleia, como se fosse função deles enquanto diretores do DCE tirar qualquer conclusão sobre o que os estudantes devem ou não fazer e não impulsionar o movimento. Não queriam sequer abrir inscrições para defesa de propostas.
A proposta esdrúxula foi aprovada com a diferença de meia dúzia de votos e foi formulada depois que a manobra deles de transformar a última assembleia em uma “assembleia indicativa”, sem deliberações, não foi aceita na prática.
Assim que os pelegos conseguiram deturpar o caráter da assembleia, quiseram impor o limite de dez inscrições. Diante da revolta dos estudantes, que desde o início da assembleia denunciaram que os diretores do DCE boicotaram os atos contra os processos, não comparecendo um único diretor, foi colocado em votação se ia se estabelecer uma censura das inscrições, ou seja, se todos os inscritos iam poder falar ou se manteria a proposta do DCE de 10 inscrições.
Os estudantes protestaram contra a tentativa da diretoria de evitar as inscrições e o debate no chamado “comando de mobilização deliberativo”. A diretoria do DCE então rachou, parte defendeu que cortasse as inscrições até o limite de 13 e outra parte que as inscrições se limitassem a 20 pessoas.
Toda essa discussão demorou mais de uma hora e demonstrou a recusa dos pelegos em fazer qualquer debate com o único objetivo de impedir as críticas à sua não atuação no movimento.
Os estudantes tiraram uma série de reivindicações e deliberações nas assembleias, como a luta pelo “Fora Rodas, Fora PM”, pelo fim dos processos, contra a privatização, o novo regimento da pós-graduação e o DCE não faz nada para impulsionar os atos.
No caso dos atos contra os processos, sequer participaram, deixando os estudantes sem qualquer apoio da entidade. No único ato que o DCE participou, seus diretores quiseram obrigar os estudantes a abandonarem a manifestação sob a alegação de que havia poucas pessoas e que era preciso “mobilizar” para o próximo ato, ao qual eles sequer compareceram.
Os estudantes, na assembleia, relembraram a campanha eleitoral, em que a chapa que se reelegeu para a entidade se gabava de ser a maior chapa com 300 inscritos e “estar em todos os cursos”. “Cadê os 300 membros do DCE?” Perguntaram os estudantes na assembleia.
Os diretores do DCE não só boicotaram a decisão aprovada em assembleia de participar e realizar atos em frente à Procuradoria Geral da USP durante os depoimentos dos estudantes, como sequer querem realizar assembleias.
Ao final da assembleia, os membros da diretoria do DCE simplesmente afirmaram que não havia possibilidade de votar nada que não fosse sobre o próximo ato no dia 13, uma vez que não era uma assembleia, mas um “comando de mobilização deliberativo”, não encaminharam as propostas que foram feitas à mesa e simplesmente encerraram a assembleia.
Quando um grupo escreveu um cartaz “assembleia ocupada” e sentou no local deixado pelos diretores do DCE se dispondo a continuar a assembleia, eles saíram correndo com a caixa de som.
Um estudante…
… que escreve sob anonimato porque tem medo de ser processado e não ter ninguém para defendê-lo