Assim como na USP… Perseguição política na Unifesp

Rodas está fazendo escola. Depois da perseguição política ao movimento estudantil, de colocar a PM na Cidade Universitária e da expulsão de oito estudantes da USP no final de 2011, agora é vez dos estudantes da Unifesp sofrerem com um processo idêntico. Os alunos do campus de Guarulhos estão em greve desde o dia 22 de março e trinta destes grevistas estão respondendo um processo administrativo que pode culminar na expulsão deles.
Mas as semelhanças com a ditadura imposta por Rodas não param por aí. No mês de junho foram realizadas duas prisões em massa na Unifesp. Na primeira oportunidade, 46 estudantes foram presos após a invasão policial da unidade, que tinha como objetivo por fim a ocupação da diretoria acadêmica.
Na segunda ocasião, a polícia reprimiu uma manifestação que estava sendo realizada após uma assembleia. O resultado foi a prisão de 25 estudantes que, assim como na primeira prisão, foram encaminhados para a sede da Polícia Federal (PF), no bairro da Lapa. Ou seja, os estudantes da Unifesp além de correrem o risco de serem expulsos, ainda responderão na Justiça pelo simples fato de lutarem por melhores condições de ensino.
A USP, sob a direção de Rodas, tem sido usada como uma espécie de “laboratório de experiência” para a repressão a todo o movimento estudantil nacional. E, neste sentido, a luta contra as punições do reitor-interventor na universidade, pode servir para impulsionar a derrota dos planos de repressão dos governos e reitorias em todo o País.