Por que não se resolve a iluminação na USP?

O Tribunal de Contas do Estado impugnou o novo edital feito pela reitoria para a compra e instalação da iluminação na USP. O edital foi apresentado pela primeira vez em junho e já apresentava inúmeras irregularidades e, antes que o TCE o impugnasse, foi tirado do ar. Após refazer o edital, os problemas persistiram. Desta vez, já era tarde para tentar manobrar e o TCE impugnou o edital da licitação.
Segundo TCE, os problemas presentes na licitação fazem com que apenas uma empresa foi capaz de cumprir as exigências. Segundo o reitor João Grandino Rodas, foi um conluio entre as empresas contra a modernização do sistema, uma vez que ele pretende colocar apenas lâmpadas de LED. Mas, mesmo que isso fosse verdade, este não era o único problema. Ele também especifica o sistema de OLC (“Outdoor Luminaire Controller”) que serve para controle da iluminação em rede, não abrindo espaço para sistemas similares, além de ter o orçamento desproporcional.
Ao todo, são R$ 62 milhões para serem empregados no projeto e dobrar os pontos de iluminação. O que seria feito por uma empresa favorecida por Rodas.
A falta de iluminação é um problema na universidade a mais de um ano, mas mesmo assim, Rodas só abriu a licitação em junho e ainda arma um esquema fraudulento. Em geral, o problema falta de segurança irá diminuir muito, caso a iluminação seja garantida.
Mas o modelo de segurança que Rodas apresenta é outro (e tem outra finalidade), ele quer garantir a iluminação através de holofotes guiados por guardas universitários; colocar coronéis para organizar o guarda universitária no modelo militar; manter a universidade sob estado de sitio.
Este sistema de segurança criado pelo reitor-interventor, não visa proteger a comunidade universitária de eventuais crimes. A função deste sistema é tentar impedir a organização dos estudantes contra os ataques ao caráter público da USP, através da cobrança de cursos, dificultando o ingresso, investimento privado, criação de fundações e etc., tendo como objetivo final, a completa privatização da principal universidade do país.