Rodas fala em fechar cursos

O reitor-interventor João Grandino Rodas e outros figurões da universidade comentaram a posição da USP no Ranking Universitário criado pelo jornal Folha de S. Paulo (RUF) e indicaram qual caminho devem seguir. A USP ficou em primeiro lugar geral e em 3º dos 4 indicadores feitos pela direitista Folha de S. Paulo.
Matéria da própria Folha, intitulada “Grande e rica, USP domina”, justifica a posição da universidade por ela ser a que recebe maior verba, de forma estável e com autonomia para lidar com esta verba e que as federais ficam atrás, pois a verba e a utilização dela dependem de mudanças políticas na União. Esta “autonomia” para lidar com as verbas, no entanto, só é possível pelo total controle político de quem tem poder de decidir sobre os gastos, principalmente o reitor, escolhido a dedo pelo governador.
Sobre o assunto, ainda, Rodas comenta falando de seus recentes ataques. “Podemos definir que teremos programa próprio para financiar nossas pesquisas ou alterar o plano de carreira de professores e funcionários”, disse. O programa de que ele fala é exatamente sobre o financiamento privado dos cursos de pós-graduação, aprovados no meio do semestre passado.
Rodas usou o Ranking para anunciar novas medidas que pretende tomar. Segundo ele, o que “segura” a USP nos rankings internacionais são alguns cursos “antiquados”. “Para Rodas, as unidades da USP devem inclusive discutir se devem manter as atuais vagas oferecidas. E se não é o caso de extinguir cursos para dar lugar a outros”. (Folha Online)
A ideia é reforçada pelo ex-reitor e fiel escudeiro do PSDB, José Goldemberg, para quem a USP seria muito grande e, por isso, insustentável. “Não há universidade de ponta no mundo que seja muito grande”, afirma.
Elizabeth Balbachevsky, também comentou o RUF. Segundo ela, a USP não deve se ater aos rakings nacionais, mas deve procurar “subir” nos internacionais.
O objetivo destes ataques e, por fim, do próprio Ranking criado pela Folha está no desmonte e na privatização da USP.  O mesmo acontece com os rankings internacionais que também vieram seguidos de comentários e indicações do que o imperialismo acha que deve ser feito com a USP.
Sob o nome da modernização da universidade, Rodas pretende acabar com a universidade gratuita, com os cursos mais politizados (onde reside o maior foco de resistência aos ataques do governo do PSDB e do reitor indicado por este), o investimento estatal e transformá-la em mero apêndice das grandes indústrias, focando as pesquisas nas necessidades destas.