Vigília reuniu dezenas estudantes

Estudantes se mobilizam para barrar reintegração de posse do partamento da companheira Amanda no CRUSP
Cerca de 50 estudantes participaram da vigília contra a ação de reitegração de posse movida pela Coseas/SAS contra a estudante Amanda Freire.
A vigília começou às 18 horas do último dia 30 e durou toda a madrugada do dia 1º de outrubro. Os estudantes permaeceram nas escadas do bloco A, em frente ao apartamento 102 para evitar que a Polícia promovesse o despejo da companheira amanda e seu filho de 11 meses.
O ato foi aprovado na plenária dos estudantes da FFLCH. A divulgação do protesto afirmava: “convocamos todas as pessoas que se opõem à repressão instaurada por João Grandino Rodas a estarem presentes na vigília que começará 30/9/2012 (domingo) 20h no apê 102 do Bloco A até segunda-feira 1/10/2012, dia marcado para Reintegração.(…) Faremos várias atividades como festa, debate, intervenções artísticas e políticas. Traga suas cervejas, livros, verbos, princípios e coragem (o mais importante)”.
A reitegrtação de posse é resultado do processo ilegal movido pela inquisição dirigida pelo reitor Rodas, contra os estudantes que participam da luta por assistência estudantil, ou seja, pelo direito a moradia dos estudantes.
A decisão foi completamente arbitrária e uma evidente perseguição contra alguns dos estudantes que já tinham feito parte da gestão da associação de moradores ou participado de outras mobilizações em defesa da ampliação de vagas no CRUSP.
A vigília foi uma importante inciativa para mobilizar os estudantes contra a ditadura que continua viva na USP. O ato é mais uma demonstração que o único caminho para barrar a ofensiva de Rodas e do PSDB contra a universidade é a luta.
É importante o amplo apoio do movimento estudantil contra a reintegração de posse no CRUSP e a violência contra a estudante. A política de Rodas tem como objetivo intimidar os estudantes para impor a privatização da USP com o fim da assistência estudantil e da moradia.
Não podemos baixar a guarda. Devemos ficar alertas e ampliar a mobilização para evitar o despejo. Fazemos um chamado a todos os estudantes a se incorporarem à luta contra os processos e a ditadura na USP e impedir que o reitor-interventor utilize a PM para perseguir os estudantes que lutam pelo direito à moradia e em defesa da universidade.