Padrinho de Rodas foi derrotado

— E agora, Alckmin?
— Sai de fininho…

Desde o início da campanha das eleições municipais deste ano, já era fato consumado que Serra não iria ser eleito. O resultado final do segundo turno confirmou o esperado e ainda piorou a situação do PSDB em São Paulo.

No resultado final, Haddad ficou com 55,57% dos votos válidos contra 44,43% de Serra.

Este resultado não era esperado só por aqueles que são contra a sua política, mas até mesmo pela mídia que o apoia. Mesmo com toda a manipulação que foi feita nas pesquisas eleitorais, desde o início do 1º turno, quando o tucano aparecia como mais cotado a ser eleito prefeito, a rejeição a Serra era a maior entre os candidatos, chegando a 32%. Na última semana de campanha, a rejeição passava de 52%.

Por pouco, o padrinho do “magnífico” Rodas, não fica em terceiro. O número de votos que o tucano teve foi apenas 2% maior que a parcela do eleitorado que não optou por nenhum dos dois candidatos (nulos, brancos e abstenções).

Isto significa que, pelo menos na capital, o PSDB perdeu quase todo seu apoio. 70% da população é contra a sua política e, por mais que os tucanos ainda estejam no governo do estado, terão de pensar duas vezes antes de atacar a população.

O que isso significa para a comunidade uspiana? Quer dizer que o carrasco dos ternos old fashioned não tem mais base política para legitimar e acobertar seus ataques à universidade. Rodas nunca ganhou a eleição para reitor, foi imposto na USP por Serra.

Agora, com a liquidação do seu principal nome, o tucanato terá de pensar bem antes de bater de frente com os estudantes. Isto colocaria ainda mais o governo do estado sob o risco de sair das mãos deles e liquidar por completo com o PSDB que perderia sua base mais importante.

Mesmo com este resultado, novos processos e ataques foram promovidos no período das eleições. Vários alunos receberam novos processos, houve a ameaça de remoção de uma estudante, eliminada pela Inquisição do reitor-interventor, do CRUSP.

O movimento estudantil deve aproveitar o fato de Rodas estar perdendo forças e os novos ataques para retomar a luta, ainda mais intensamente, pelo fora Rodas, pelo fim dos processos e da intervenção policial a que a universidade foi submetida. Este é o único meio de se conseguir uma mudança real na USP.

 

Lúcio Falsi