Guarda Universitária já atua como PM na USP

Na última edição do Jornal da USP Livre! (nº 77, 5/11/2012), foram publicadas duas matérias sobre a ação da Guarda Universitária (GU) na madrugada do dia 2 de novembro no campus Butantã. Uma era a nota da Associação Altética Acadêmica Oswald de Andrade da FFLCH e a outra, um relato de um estudante que estava no local e presenciou os acontecimentos.

O que chama a atenção nos dois textos é como a ação da GU praticamente não se diferencia em nada daquela da Polícia Militar. Segundo os relatos, houve revistas, truculência, acusações falsas, prisão, desrespeito aos cidadãos (estudantes), violência desmedida, atuação à margem da lei, guardas sem identificação etc., todas típicas características do “modus operandi” da PM paulistana.

O estudante abordado pela GU/PM foi agredido violentamente, teve os documentos “apreendidos”, ficou imobilizado, foi acusado de atropelar um cone, um cavalete, um guarda, acusado de portar cerveja (não sabíamos, até esta intervenção da GU, que se tratava de um crime). São todas acusações falsas e típicas de uma abordagem policial que tenta a todo custo incriminar os “suspeitos”.

A estudante foi tratada como uma verdadeira dama. Segundo seu relato, ao pedir explicações sobre a falta de identificação dos guardas foi “empurrada e referida como ‘nóia’ e ‘vadia’”.

O que chama a atenção é que todas estas ações foram feitas por Guardas Universitários e não Policiais Militares, pelo menos no que diz respeito ao uniforme. Fica aqui a pergunta: Vários  PMs estão trabalhando disfarçados com uniforme de guarda universitários? Ou os três coronéis da PM contratados por Rodas para comandar a Guarda já estão treinando os atuais agentes ao moldes do treinamento que a PM recebe no batalhão?

Só mais uma reflexão: no relato da estudante, ela diz que foi pedir “ajuda” para a PM que apareceu depois no local para registrar a agressão física sofrida pelo guarda e o policial disse para ela “resolver o problema com a reitoria”.

Esta situação mostra como a PM que atua na USP não vai sequer registrar uma queixa, um Boletim de Ocorrência e muito menos proteger nenhum estudante.

Ou seja, os PMs atuam em favor da reitoria, não vao receber nehuma queixa ou fazer B.O. que seja pedido por estudantes! A PM não é uma policia a serviço do cidadão, dos estudantes ou funcionários da USP! É uma polícia particular de Rodas! Agora, usando dois uniformes diferentes.