DCE: Eleição-relâmpago está em oposição à luta

Em sete dias, os estudantes das sete chapas concorrentes ao DCE da USP teriam que divulgar seus programas em todos os campi aos quase 60 mil estudantes de graduação, divididos por sete cidades: São Paulo (4), Bauru, Piracicaba, Pirassununga, Lorena, Ribeirão Preto e São Carlos.
Essa é a política da burocracia estudantil repetida todos os anos para impedir a participação dos estudantes nas eleições; com pouco tempo de campanha, sem discussão, sem debate etc., fica mais difícil o movimento retirar essa casta burocrática incrustada na entidade.
Revela também a decadência desta mesma burocracia, que precisa utilizar diversos truques e manobras para se manter no poder da entidade.
A ocupação da reitoria em maio e junho de 2007, o enfrentamento com a PM em 2009, a ocupação de 2011 foram provas de que, quando há participação dos estudantes e movimentação política destes, os pelegos, do PT, PCdoB, Psol e PSTU ficam totalmente isolados e se se colocam abertamente contra o movimento, trabalhando para acabar com ele.
Os movimentos ocorrem por fora das entidades estudantis e das velhas e pelegas direções.
A única chapa que defende as reivindicações e o método de luta do movimento (as greves, piquetes e ocupações) e é a expressão dele nas eleições para o DCE é a 27 de Outubro. As demais sequer reivindicam o “fora Rodas e fora PM”, eixo das últimas lutas dos estudantes. Chamamos os estudantes a votar e a lutar com a 27 de Outubro.