Na calourada do DCE…Quem é estudante não pode nem cantar

A calourada unificada organizada pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes) da USP, dirigido pelo Psol/PSTU, na última semana foi um desastre total.

O relato anônimo publicado neste jornal, na edição de número 91, “Meu relato sobre a festa da calourada unificada do DCE” mostra bem o teor da política da direção do DCE Livre da USP.

Nos poucos debates existentes na calourada, diga-se de passagem, com temas totalmente fora do contexto de repressão e luta dentro da universidade, os estudantes que participaram não puderam falar, pois os debates eram dominados por figurinhas conhecidas da própria gestão da entidade.

No ato, convocado às pressas pelo DCE, em defesa dos 72 estudantes processados pelo Ministério Público, não só os estudantes processados não puderam falar, pois o ato se resumiu às falas dos parlamentares e amigos do DCE, nem mesmo os estudantes que assistiam puderam debater, pois não foi aberto o direito de fala.

E para fechar com chave de ouro temos o acontecido na festa, que a rigor, deveria ser a única atividade sem nenhum tipo de oposição, já que afinal, é uma festa, com bandas, música, diversão… mas se tornou um horror.

Depois de apresentações, segundo o relato, medíocres, a última atração, uma das principais, foi sumariamente vetada, com direto a desligamento da aparelhagem de som e expulsão a força dos estudantes presentes. Seguranças contratados pelo DCE “convidavam” os estudantes a se retirar do Velódromo sem direito a reclamar.

Em uma calourada que tinha como lema “Quem é estudante também vai cantar”, nem essa promessa foi cumprida. Bandas com músicas e letras super questionadas e a festa encerrada a força com ajuda de seguranças, tudo sob a suspeita de que foi feito um acordo com a burocracia universitária para que a festa se encerrasse até as 4h da manhã, mostram como o DCE está mais interessado em atender os interesses da reitoria que dos estudantes.