Assembleia geral decisiva para organizar a luta contra os processos

Está marcada para a próxima quinta-feira, 14, uma assembleia geral dos estudantes da USP. Ela ocorre em um momento que o Ministério Público Estadual denunciou os estudantes que ocuparam a reitoria de diversos crimes que podem levar à prisão de até oito anos de reclusão.

Nesta perspectiva, a assembleia seria o local ideal para os estudantes se organizarem para lutar contra os processos, exigindo sua imediata revogação, bem como dar continuidade à luta iniciada nos últimos anos contra o reitor interventor, Rodas, a PM e a privatização da universidade.

A direção do DCE, assim como tentou inviabilizar a convocação desta assembleia, vai tentar a todo custo desviar a atenção para um debate secundário não dando a verdadeira importância para a perseguição política que os 72 que estão sendo acusados pelo MP estão sofrendo.

O DCE não quer aprovar nenhuma proposta de luta contra os processos para encaminhar as decisões para o Conselho de Centros Acadêmicos (CCA), que reúne apenas a burocracia estudantil que se encontra nos aparelhos e no qual apenas eles têm direito de voto. Lá, tudo que é de interesse da burocracia do Psol e do PSTU é aprovado como um parlamento burguês, sem a participação massiva dos estudantes.

A assembleia é o principal fórum de deliberações do movimento estudantil e deve ser convocada amplamente para organizar uma verdadeira mobilização dos estudantes.

Por isso, a assembleia tem que ser um fórum democrático, onde todos os estudantes possam debater livremente, se esclarecer sobre as posições apresentadas e decidir conscientemente os próximos passos do movimento.

Apresentamos aqui algumas das nossas propostas para a próxima assembleia:

– Fim do processo dos 72

A luta contra a denúncia do MP deve ser uma luta contra todos os processos a estudantes e trabalhadores. Contra qualquer perseguição política dentro e fora da USP.

–  Por uma grande passeata na Paulista contra os processos

Em 2011, as passeatas realizadas pelos estudantes em greve na Av. Paulista tiveram grande repercussão, já que é um local central da cidade e que pode dar muita visibilidade para a campanha dos estudantes, que deve ser apresentada a toda a população, para conquistar seu apoio e ampliar a luta. A passeata também vai contra a política que a direita quer impor, de proibir qualquer manifestação (e até mesmo cultural) na Paulista e em pontos centrais da cidade

–   Assembleia com as universidades estaduais e a Unifesp contra a repressão

É preciso ampliar o movimento e unificar a luta com os estudantes das estaduais paulistas, que são dirigidas pelo mesmo governo e também sofrem com a repressão e com com a Unifesp, que passaram por lutas importantes nos últimos anos e estão sofrendo processos semelhantes aos da USP

–  Fora Rodas

O reitor-interventor é reponsável direto pela repressão e foi colocado por José Serra na universidade justamente com esse intuito, para depois intensificar a privatização, e portanto, destruição da USP

–  Fora PM

Com a PM dentro do campus, a nossa liberdade de expressão manifestação não pode ser assegurada com a polícia rondando o campus. Polícia não é segurança, é repressão. É o que mostram os casos de assassinatos cotidianamente denunciados e o recente caso da UFMT.

–  Abaixo o PIMESP!

O PIMESP não é um verdadeiro programa de cotas. Que a reivindicação do movimento negro seja atendida e que lutemos pelo livre ingresso na universidade, única forma de permitir o acesso da maioria população ao ensino superior