PM saca arma para criança no Quinta e Breja

A última Quinta e Breja foi palco de mais uma cena de repressão na USP. Os estudantes expulsaram a PM depois da ação violenta contra uma criança.
Tudo começou com uma cena no mínimo muito suspeita. Por volta das três horas da manhã, quando o Quinta e Breja já estava no fim, uma suposta estudante inicia uma gritaria, afirmando que sua mochila havia sido roubada.
A mocinha, em uma reação histérica, chama a PM para reprimir o suposto meliante. A viatura chegou rapidamente ao local e não tardou em abordar o suposto criminoso.
Cumprindo os procedimentos padrões da PM, onde qualquer negro é, acima de tudo, suspeito, um policial desce do carro, corre em direção uma criança negra e obriga o moleque a deitar no chão apontando uma arma para sua cabeça.
Os populares reagiram imediatamente ao ato de selvageria. Sem vacilar, os estudantes investiram para cima do policial. Depois de empurrões, socos e muita gritaria, os estudantes arrancaram a criança dos braços do PM e expulsaram a viatura do local.
No auge da luta entre os estudantes e o policial, a mocinha subiu em cima de um banco e começou a gritar, defendendo a ação da PM. A guarda universitária foi acionada para prestar solidariedade à polícia.
A atuação histérica e cinematográfica da suposta vítima, a ação conjunta da PM e da guarda universitária remonta um cenário de uma provocação barata, para atacar a Quinta e Breja e justificar a presença da PM no campus.
Não podemos deixar de frisar que o governo do PSDB e a reitoria não pouparam esforços. Anunciaram, inclusive, que policiais à paisana estão matriculados e frequentam aulas em diversas faculdades para promover uma “melhor integração” da ação da polícia entre os estudantes.

2 comentários

  1. Lendo esta notícia, fiquei com uma dúvida: o que uma criança estava fazendo na Quinta e Breja às 3 da manhã?

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  2. Hipóteses, para os estudantes da USP, portanto com um mínimo de cientificidade:
    – Ou se tratava de uma moça histérica;
    – ou houve uma ação coordenada, para os analfabetos funcionais da USP acreditarem, entre a Reitoria, a Polícia e a “moça”;
    – Ou ela uma moça completamente insana, de modo que deveriam ter chamado o hospício e não a polícia.

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