Unificar a luta e organizar um grande ato na Paulista

No último dia 20 ocorreu o primeiro ato do ano contra o processo aos 72 estudantes da USP presos na desocupação da reitoria de 2011. A manifestação contou com cerca de 300 pessoas, e ocorreu na praça da Sé, em frente ao Tribunal de Justiça de São Paulo, para a entrega da petição on-line e em seguida os manifestantes saíram em passeata para a Faculdade de Direito, no Largo de São Francisco.

O ato foi muito importante para começar a mobilização contra os processos. Mesmo com o boicote da direção do DCE, do PSTU e Psol que sequer tirou material para a convocação, o ato reuniu centenas de pessoas, entre estudantes da USP, Unifesp, Unicamp, etc.

A próxima assembleia dos estudantes da USP ocorrerá no dia 11 de abril e é de extrema importância dar continuidade à esta luta. É preciso organizar um ato de rua na av. Paulista, unificado com todos os setores que estão sendo atacados pelo governo para lutar contra os processos e a perseguição política.

Apenas uma ampla campanha política, com atos de rua, debates etc. para informar a população e mostre para o governo e o judiciário que estes processos não irão passar. Para isso, também é necessário unificar a luta com todos aqueles que estão sendo processados e perseguidos por lutar.

Mesmo dentro da USP, há dezenas de outros processos. Estudantes tabém estão sofrendo processo criminais devido à ocupação do térreo F, que havia sido tomado pelo Coseas, conhecido como Moradia Retomada, assim como por apoiar a luta dos funcionários. Toda a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da USP também sofrem processos administrativos e professores que apoiaram os estudantes são perseguidos de diversas maneiras pela direção da universidade.

Em diversas outras universidades a situação é a mesma: todos aqueles que protestam contra os ataques à universidade. Na última semana, os estudantes da PUC – SP conseguiram barrar o conselho universitário (CONSUL) que iria tratar do processo contra a professora Bia Abramides, diretora da Associação dos Professores da PUC (APROPUC). Ela está sofrendo processo interno na universidade por apoiar na luta contra a reitoria.

Os estudantes da PUC ocuparam a sala em que seria realizado o CONSUL e exigiram a saída da reitora Anna Cintra que ficou em último lugar na eleição, mas foi imposta pelo bispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer. A reitora-interventora tentou dar início à sessão, mas os estudantes não permitiram e ela teve de sar do local.

Os estudantes da Unifesp, que também sofrem uma série de processos administrativos e criminais já mostraram diversas vezes que é preciso unificar a luta contra esta perseguição política. Eles participaram dos principais atos contra os processos e também contaram com o apoio dos estudantes da USP na manifestação que ocorreu em frente à delegacia de quando foram presos na reintegração de posse da unidade de Guarulhos.

Situação parecida acontece com os estudantes da UNESP, Unicamp, Fundação Santo André, etc. A existência de processos em diversas universidades não é mera coincidência, mas parte de uma tentativa de calar por completo o movimento estudantil e de todos aqueles que lutam contra os ataques do governo. Diante disso, a melhor forma de nos organizarmos é unificando o movimento de luta contra os processos e contra toda a perseguição política.Imagem