Psol-PSTU boicotam ato contra os processos

No ato realizado na praça a Sé, no dia 20 de março, ficou claro o boicote promovido pela direção do DCE.

Em primeiro lugar, a diretoria do DCE, Psol-PSTU, não divulgou o ato aprovado em assembleia e não disponibilizou ônibus para levar os estudantes que estavam na USP para o ato.

 

A proposta de ato de rua contra os processos foi aprovada na última assembleia geral do dia 14 de março. Sob pressão, o DCE teve que aprovar o ato, mas que ele fosse realizado em frente ao Tribunal de Justiça, rejeitando a proposta de um ato mais amplo que fosse realizado na Avenida Paulista, proposta defendida pela Aliança da Juventude Revolucionária (juventude do PCO) e por outros setores de luta na assembleia.

 

Após a deliberação, a diretoria do DCE criou uma comissão com outros centros acadêmicos para organizar o ato. Esta comissão deliberou a publicação de seis mil panfletos para convocação do ato. O boicote do DCE foi total, os panfletos não foram feitos e consequentemente nenhuma convocação.

 

No dia do ato, houve a comprovação, sequer levaram carro de som, apenas uma caixa de som. Havia pouquíssimos diretores do DCE presentes no ato e ainda enganaram os estudantes que estavam no campus Butantã esperando ônibus que os levaria até a Praça da Sé. O boicote se completou quando, ao final do ato, os estudantes foram em passeata até à Faculdade de Direito do Largo São Francisco, e os diretores do DCE não acompanhou os demais.

 

A concentração para ir ao ato foi feita na Faculdade de Geografia e, uma vez que tinham aprovado em assembleia que haveria um ônibus para ir até a Praça da Sé, os estudantes esperaram até o último minuto antes de decidir ir por conta própria ao ato. Os diretores do DCE apareceram às 14h30 para avisar os que esperavam o ônibus que esse não existiria.

A maioria dos que aguardavam o ônibus foram convocados por estudantes de geografia que tiveram a iniciativa de passar nas salas e convocar o ato.

 

O ato foi bem sucedido em decorrência da ação independente dos estudantes, como a convocação feita pelo Jornal da USP Livre!

 

O DCE já comprovou inúmeras vezes que não está disposto a defender os estudantes processados. Qualquer oportunidade é boicotada, desde a Calourada Unificada.

Os estudantes precisam se preparar para a próxima assembleia, dia 11 de abril e exigir que seja dirigida por quem está na luta.

Não se pode deixar a luta dos estudantes nas mãos desses que claramente não se importam com os rumos do processo contra os 72 que já foram denunciados pelo Ministério Público e os demais processos que estão em andamento na USP.

 

André Sarmento

Estudante de Letras e militante do PCO