Reitoria reabre processo contra estudantes do CRUSP

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Na noite da última terça-feira, dia dois, a redação do Jornal da USP Livre! foi informada por estudantes que a reitoria reabriu os processos contra estudantes que se manifestaram no ano passado.

O processo é referente à mobilização do dia 16 de abril de 2012 quando estudantes fizeram um protesto em frente à Procuradoria Geral da USP contra o início dos depoimentos dos 72 estudantes no processo administrativo promovido pela reitoria.

Neste dia, cerca de 500 estudantes participaram do ato e da passeata que saiu da frente da reitoria até a Rua Alvarenga, onde está instalada a Procuradoria Geral da USP. O local foi escolhido pela reitoria para realizar as audiências dos estudantes processados, fora da Cidade Universitária.

Logo após este ato, os estudantes fizeram um catracaço no Bandejão Central para protestar contra as catracas do instaladas no bandejão que impedem que os estudantes sem bolsa alimentação possam dividir a refeição. Tanto neste protesto como em frente à Procuradoria Geral da USP muitos estudantes foram fotografados e filmados por agentes de segurança da reitoria.

Uma semana após estes protestos, dezenas de estudantes do CRUSP foram chamados até a SAS (Coordenadoria de Assistência Social) para prestar esclarecimentos sobre os protestos. Alguns estudantes, inclusive, foram tratados como se estivessem num inquérito dos tempos da ditadura militar, foram induzidos a identificar, por meio de fotos e de vídeo, outros colegas que participaram dos protestos. Logo depois muitos destes estudantes foram informados que estariam sendo processados pela universidade.

A denúncia que chegou até o USP Livre! é de que estes processos, que até então estavam em suspenso, voltaram à tona. Alguns estudantes do CRUSP já foram intimados a comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos. Uma das acusações é de crime ambiental (!!!), pois os estudantes teriam pichado o prédio da Procuradoria.

Devemos ficar atentos para impedir mais este ataque de Rodas contra os estudantes. A reitoria tenta a todo custo intimidar o movimento para impedir qualquer tipo de manifestação que conteste os mandos e desmando do reitor.