Sobre o texto “Algumas considerações a respeito das nossas assembleias” (Publicado no dia 18 de março)

Este texto vem bem a calhar, de fato a organização de nossas assembleias deixa, e muito, a desejar. No texto há uma descrição detalhada da organização das assembleias que me parece bastante precisa. No entanto, quando se sugere uma alternativa aos problemas levantados anteriormente, estes não são levados em consideração e uma proposta Deus ex machina é apresentada.
Os principais problemas apresentados na descrição das assembleias são: primeiro, o controle das falas; os membros da atual gestão do DCE (PSOL e PSTU) inscrevem um grande número de seus militantes (muitos nem sabem disso), conseguindo assim, no sorteio, mais falas e substituem os inscritos por quem bem querem, colocando militantes experientes quando algum “novato” é sorteado. Segundo – como deveria ser de praxe, mas não é – a mesa é aceita sem a ratificação da assembleia, ou seja, a plenária presente não elege os condutores da mesma como deveria ser, com isso a gestão do DCE, consegue conduzir a assembleia ao seu bel-prazer, deixando sempre muitas propostas sem serem apreciadas.
O que queremos com nossas assembleias? O que esperamos delas? Acredito que este organismo deva congregar os estudantes, tornar-se vivo, autônomo, que não seja exclusivo dos “já preparados”, que se construa através de si mesmo. Para que isso seja possível não podemos nos limitar a discutir propostas, devemos debater para coletivamente chegar as mesmas, se basearmos nossas discussões exclusivamente em propostas pré existentes (como propõe o texto), não haveria espaço para as novas, para as decorrentes de nossos debates.
A solução então seria atacar os problemas de fato, em relação ao primeiro apresentado devíamos exigir que: só a própria pessoa pode se inscrever para falar; as falas não podem ser trocadas, ou seja, quem se inscrever ou fala ou desiste da intervenção. Em relação ao segundo: toda mesa de assembleia deve ser eleita pela plenária.
Com isso não acredito que resolveríamos todos os nossos problemas, mas com certeza daríamos um grande passo sem perder nossos objetivos.

Rafael Alves (Ombudsman)