Porque os processos contra os estudantes do CRUSP foram reabertos

Publicamos aqui comentário feito no blog do USP Livre! a respeito da matéria de capa da edição 101, de quatro de abril.

 

“Muito bem, vamos explicar melhor as coisas: esses processos foram reabertos porque dois militantes do grupo Moradia Retomada Usp foram eleitos em assembleia do Crusp para ocuparem as vagas de RD (representante discente) na Comissão Mista do Crusp. A Comissão Mista é um órgão que acolhe recursos dos moradores contra arbitrariedades cometidas pela adminstração do Crusp. Da Comissão faz parte o Superintendente da SAS (Serviço de Assistência Social), mais duas assistentes sociais, escolhidas pelo Superintendente/Reitoria, mais uns 4 ou 5 professores, escolhidos pelo Superintendente/Reitoria, e três representantes discentes, eleitos por seus pares. Na última reunião da Comissão, esses dois militantes da Retomada questionaram algumas das decisões e declarações do Superintendente, Waldyr Antonio Jorge. Por exemplo, defenderam que os moradores deveriam ser consultados sobre as decisões tomadas sobre a moradia estudantil, como a recente pintura dos prédios (que o superintendente propagandeia como “reforma estrutural”). Muitos dos moradores tinham obras de arte pintadas nas suas portas que foram simplesmente ignoradas e cobertas por tinta cinza. Quando o Antonio Jorge disse, nessa reunião: “Eles querem escolher a cor da porta”, os representantes da instituição riram baixo, com ironia. Ao que uma das representantes discentes arguiu que além de não terem sido consultados sobre a “reforma”, na verdade, problemas muito mais sérios do que a pintura, como as instalações elétricas e hidráulicas estão em péssimas condições em vários blocos, com vazamentos, entupimentos incontornáveis e fiação ameaçando pegar fogo a qualquer hora. Pois poucos dias depois desta reunião, esses dois representantes eleitos pelos moradores receberam intimação para depor sobre esse ato que noticia o Jornal da USP livre. As perseguições continuam. O DCE precisa assumir a defesa dos perseguidos NA LINHA DE FRENTE, não na retaguarda.”

Anônimo