Amorcrusp – Gestão usa assembleia para legitimar processo contra moradores

Na terça-feira (10) ocorreu a assembleia dos moradores do CRUSP (Conjunto Residencial da USP) para discutir o processo da cabelereira Lena, locatária de uma sala da Amorcrusp (Associação dos Moradores do CRUSP), contra seis estudantes. Ela acusa-os de calúnia por um panfleto divulgado em 2011 que critica sua atuação política nas eleições da associação no ano em questão.
A acusação é uma farsa, além de representar uma tentativa de censurar, foi baseado em divergências políticas, havendo, inclusive, pessoas que negam a participação na publicação.
No início da assembleia, foi lida a carta-resposta da cabelereira aos processados que relata a versão dela do que aconteceu e exige que os processados se retratem daquilo dito no texto, para que ela retire o processo. O texto ainda fazia uma série de acusações contra os supostos autores, entre elas, de persegui-la e ameaçar.
Depois disso, começou a discussão a cerca do problema, onde os membros da atual chapa da Amorcrusp, a direita e membros do Psol procuravam distorcer a discussão, afirmando que os processados querem expulsar uma trabalhadora de seu local de trabalho. Enquanto que os estudantes do grupo Retomada propunham, na verdade, o debate a cerca dos processos movidos por Lena, que se recusa a retirá-los.
Os estudantes que estão sofrendo estes processos também são alvo em outras perseguições dentro da USP, como o processo da ocupação da reitoria e da moradia retomada. Com mais este, podem perder a primariedade e agravar os demais processos.
Por fim, a assembleia votou pelo pedido de que os processados se retratem à Lena, para que esta remova o processo, de acordo com a proposta da própria gestão. Com isto, a assembleia está confirmando que de fato houve calúnia e difamação, o que não é verdade.
Uma vez que a cabelereira é locatária de um espaço do movimento estudantil, é inaceitável que a mesma mova processos contra um panfleto do próprio movimento. Ainda mais estranho é aceitar que ela continue no espaço e ainda legitime sua posição. Os moradores devem exigir que ela remova imediatamente esta denúncia e, caso não o faça, deixe o local.