Direção do DCE (PSOL/PSTU) manobra e usa pretexto para implodir assembleia

A assembleia de 11 de abril começou com os informes. Vários estudantes deram informes sobre novos processos, o aumento da repressão e anunciaram atividades organizadas pelos CAs contra a ofensiva a estudantes e trabalhadores. Estaria em discussão a luta contra os processos e já se anunciavam medidas de mobilização.

Ao final dos informes, a direção do DCE (Psol/PSTU) abriu um “informe especial”, que consistiu na leitura de uma carta (por pelo menos 5 minutos), sem consultar o plenário sobre tal tempo, com acusações ao PCO e especificamente a um de seus militantes (André Sarmento) de atitudes machistas. Acusações anteriormente feitas nas redes sociais e corredores foram apresentadas, claro, com várias mudanças (o que já comprova sua falsidade) à assembleia como fato a ser repudiado.

Ao final da leitura, a direção da mesa da assembleia impediu as pessoas e, inclusive, as próprias militantes do PCO de se aproximarem da mesa com um piquete de partidários do Psol/PSTU, que procuravam impedir que utilizassem o direito de resposta, direito democrático elementar que não pode ser negado. A mesa afirmou inclusive que não cederia nenhuma resposta e votaria isso se necessário sem sequer consultar a plenária sobre o encaminhamento. Também apontou que não era mais possível continuar com a assembleia e anunciou que poderiam encerrá-la.

Os que se aproximavam da mesa para pedir direito de resposta foram cercados, empurrados e intimidados pelo piquete armado pelo Psol/PSTU.

O bloqueio imposto pela mesa para que ninguém falasse, o empurra-empurra, a gritaria de palavras de ordem e a tentativa de acuar os militantes do PCO fizeram com que um deles reagisse à atitude da direção do DCE e derrubasse o som da assembleia, o que foi aproveitado pelo PSol/PSTU para dá-la por encerrada.

A atitude individual foi usada como pretexto para bloquear a discussão da luta. Assim como a acusação leviana e intrigante serviu para usar a justa luta das mulheres contra a opressão para fazer politicagem, ataques absurdos ao PCO, e dissolver a assembleia que a atual direção do DCE tem tanto se negado a organizar nos últimos anos.

A mulher é a primeira classe oprimida na história da humanidade. Defendemos a justa luta das mulheres contra a opressão como parte da luta de todos os oprimidos, ela é parte da luta de classes contra a opressão capitalista. Mas condenamos o seu uso para outros fins inconfessáveis.

Reafirmamos a defesa da assembleia, da ação coletiva e da democracia estudantil para superar as diferenças no interior do movimento e, a partir das decisões democráticas,

impulsionar a luta pelas reivindicações e coibir o método das calúnias como luta política.

Aliança da Juventude Revolucionária (Juventude do PCO)

Corrente Proletária Estudantil – POR

Rafael Alves

MAL

Uirá Gamero

Augusto Rolim Saraiva

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