Representantes discentes do CRUSP sofrem processo

O sistema de vigilância e terror contra os moradores do CRUSP continua. Os estudantes indicados para representar os estudantes na Comissão Mista do CRUSP em uma assembleia de moradores foram, assim que nomeados, procurados por Oficiais de Justiça e um processo contra eles foi reaberto.

A comissão mista é um organismo que recolhe recursos feitos pelos moradores contra as decisões arbitrárias da administração da universidade e do CRUSP. São membros o SAS (Superintendência de Assistência Social), duas assistentes sociais indicadas, cinco professores e três estudantes.

Na reunião da comissão, dois integrantes do movimento Retomada criticaram decisões do superintendente Waldyr Antonio Jorge, como o fato de os estudantes não terem sido sequer comunicados sobre a pintura dos prédios. Muitos estudantes tinham pinturas nas portas e foram simplesmente apagadas. Diante dessa colocação, W.A.J. ironizou: “Eles querem escolher a cor da porta” e seus asseclas riram baixo. O representante dos estudantes afirmou que a reforma era só uma fachada e que existem problemas muito mais sérios como as instalações elétricas e hidráulicas que são ignorados.

Poucos dias depois, os dois foram intimados para esse novo processo sobre a mobilização do dia 16 de abril de 2012 quando estudantes fizeram um protesto em frente à Procuradoria Geral da USP contra o início dos depoimentos dos estudantes implicados no processo administrativo promovido pela reitoria contra os que ocuparam a reitoria em 2011.

Naquele dia cerca de 500 estudantes participaram do ato e da passeata que saiu da frente da reitoria até a Rua Alvarenga, onde está instalada a Procuradoria Geral da USP e seriam colhidos os depoimentos dos estudantes processados.

Logo após este ato, os estudantes voltaram em ato para o Restaurante Universitário Central e para protestar contra as catracas instaladas fizeram um “pula-catraca”.

Durante todo o dia muitos estudantes foram fotografados e filmados por agentes da reitoria.

Logo depois dezenas foram convocados para prestar esclarecimentos em uma inquisição do tipo da ditadura, sendo obrigados a identificar pessoas que apareciam em fotos e vídeos.

A reitoria está em uma nova investida para intimidar os estudantes. Quer impor que na USP não pode haver manifestação política de estudantes e que toda a voz de oposição ao seu mandato seja calada.