Resposta a uma campanha de calúnias

O maior ataque do peleguismo estudantil contra as lutas dos estudantes da USP

 

PARTE 1 DE 3

 

Publicamos aqui a “Nota do DCE-Livre da USP diante das agressões machistas e físicas protagonizadas pelo PCO” com a análise das mentiras contadas neste lamentável documento. por Psol e PSTU, atual diretoria do DCE da USP

DIZ O DCE: “Nesta quinta, o movimento estudantil, da USP sofreu um ataque inaceitável. Em plena assembleia geral de estudantes, no momento em que a Frente Feminista da USP denunciava um caso de machismo envolvendo um militante do PCO, este partido rompeu com os parâmetros democráticos de atuação política e agrediu fisicamente uma mulher diretora do DCE-Livre da USP. Com a intenção clara de impedir o debate democrático e o posicionamento da Frente Feminista sobre o tema, os militantes do PCO atacaram a mesa, quebraram o som que garantia as falas, provocaram ativistas de diversos coletivos e implodiram a assembleia”.

 

# AS MENTIRAS DO DCE, UMA POR UMA: O movimento estudantil da USP não foi atacado. O PCO, um partido, uma organização coletiva, não pode, como tal, agredir fisicamente uma pessoa. Se fosse o caso de um partido agredir alguém, a pessoa agredida teria sido linchada, (por se tratar, obviamente, de um ataque promovido coletivamente por várias pessoas de um partido contra outra), o que, obviamente não ocorreu. A tentativa de exagerar o ocorrido denuncia as (más) intenções da nota do DCE. Como um partido não pode ter promovido qualquer ataque como o que afirmam os diretores do DCE, resta evidente que o PCO não rompeu com nenhum “parâmetro democrático de atuação política” seja ele qual for.

Quem queria impedir qualquer debate na assembleia era a direção do DCE que, usando a luta das mulheres como cobertura para seus propósitos, atacou o PCO e exigiu que os militantes do PCO não tivessem sequer o direito de se defender na assembleia. Ninguém pôde sequer chegar perto da mesa, porque agindo de maneira consciente, a diretoria do DCE formou um cordão de isolamento com mulheres que fazem parte da sua base de apoio (Psol e PSTU), para constranger qualquer militante do sexo masculino do PCO que se dirigisse à mesa lançando contra ele “en avant” a acusação de machismo. Nem mesmo as mulheres que militam no PCO escaparam do achaque oportunista. Trata-se, é claro, de uma evidente manipulação da luta das mulheres: “homens” que colocam as mulheres como escudo para a sua política oportunista e traidora do movimento, esperando que o pior aconteça (um confronto físico) para acusar quem quer que seja (homem ou mulher) de ter “atacado uma mulher” porque ela é mulher na tentativae de exercer um direito fundamental que é o de usar a palavra em uma Assembleia estudantil. Fizeram o mesmo quando, em 27 de Outubro de 2011, militantes do Psol e do PSTU fizeram um cordão de isolamento (colocando as mulheres à frente para proteger os “homens” destas organizações e os “hómi” da PM) para impedir que os estudantes que estavam tentando defender 3 companheiros presos pela PM no estacionamento da geografia avançassem sobre os policiais…

Sobre a última frase do primeiro parágrafo da nota do DCE, mais mentiras deslavadas: O PCO não atacou a mesa. A militante do PCO, Laura Gontijo, estava pedindo a palavra para responder às acusações feitas pela dirigente do DCE, Sâmia Bomfim, em nome da “Frente Feminista” e do coletivo “Marias Baderna”, diante do cordão de isolamento formado pelo DCE sobre a mesa, e acossada pelos militantes do Psol e do PSTU que, da primeira fila do plenário da assembleia, gritavam palavras-de-ordem. Ela mesma que é mulher e não estava tentando agredir ninguém, mas simplesmente falar na Assembleia foi impedida de se aproximar da mesa,  o que revela claramente que não se trata de defender mulheres, mas de impor uma ditadura com métodos tortuosos.

Quando viu que não seria possível usar da palavra para se defender das calúnias lançadas na Assembleia com um esquema que impedia o direito à defesa, um militante do PCO derrubou a caixa de som que estava em cima de uma mesa. Tratou-se apenas e tão somente de um gesto de legítima defesa contra a extrema arbitrariedade e a verdadeira armadilha criada para cercear a palavra com o cordão de mulheres.

Querem agora fazer crer que pedir o direito de resposta, diante de acusações caluniosas e injuriosas contra militantes e um partido, é uma “provocação”. Quem provocou ativistas foram os militantes do Psol/PSTU, que tentaram diversas vezes encurralar militantes do PCO que exigiam o direito de resposta.

“Implodiram a assembleia”. Bem, considerando tudo exposto acima, podemos afirmar com relativa tranquilidade: a assembleia era uma bomba-relógio, pronta para ser implodida… pelo próprio DCE, e não por vontade dos militantes do PCO, que foram à assembleia para propor que os estudantes da USP saíssem às ruas no próximo dia 19, em um ato na Av. Paulista convocado pelos professores estaduais que entrarão em greve contra o governo do PSDB. Foi o DCE (Psol e PSTU), por meio dos coletivos pseudo-feministas dirigidos por essas correntes, que apresentou a provocação, na forma de calúnias contra o PCO e seus militantes.

 

DIZ O DCE: “Para a gestão Não vou me adaptar!, do DCE-Livre da USP, isso é inadmissível. Estamos em completo desacordo com esse método, bem como com o machismo que, de fundo, sustenta o profundo ataque sofrido pelo movimento estudantil na assembleia.”

 

# É MENTIRA DE PELEGO, PORQUE: O machismo não é o fundo da questão. Os acontecimentos narrados pela nota do DCE são falsos de ponta a ponta. Inventam a mentira para depois acrescentarem a calúnia. Montaram todo um esquema para criar uma provocação, ou seja, uma tentativa de romper a barreira de mulheres e diante dessa eventualidade gritar contra o machismo. Isso não ocorreu, porque os militantes homens do PCO rejeitaram completamente a armadilha. Mesmo assim, como a provocação estava montada, acusam os militantes do PCO de agressão contra as mulheres.

 

Laura Gontijo

Militante do PCO

e estudante de Letras