Resposta a uma campanha de calúnias

Publicamos aqui, na íntegra, a “Nota do DCE-Livre da USP diante das agressões machistas e físicas protagonizadas pelo PCO” com a análise das mentiras contadas neste lamentável documento. 

DIZ O DCE: “Nesta quinta, o movimento estudantil, da USP sofreu um ataque inaceitável. Em plena assembleia geral de estudantes, no momento em que a Frente Feminista da USP denunciava um caso de machismo envolvendo um militante do PCO, este partido rompeu com os parâmetros democráticos de atuação política e agrediu fisicamente uma mulher diretora do DCE-Livre da USP. Com a intenção clara de impedir o debate democrático e o posicionamento da Frente Feminista sobre o tema, os militantes do PCO atacaram a mesa, quebraram o som que garantia as falas, provocaram ativistas de diversos coletivos e implodiram a assembleia”.

# AS MENTIRAS DO DCE, UMA POR UMA: O movimento estudantil da USP não foi atacado. O PCO, um partido, uma organização coletiva, não pode, como tal, agredir fisicamente uma pessoa. Se fosse o caso de um partido agredir alguém, a pessoa agredida teria sido linchada, (por se tratar, obviamente, de um ataque promovido coletivamente por várias pessoas de um partido contra outra), o que, obviamente não ocorreu. A tentativa de exagerar o ocorrido denuncia as (más) intenções da nota do DCE. Como um partido não pode ter promovido qualquer ataque como o que afirmam os diretores do DCE, resta evidente que o PCO não rompeu com nenhum “parâmetro democrático de atuação política” seja ele qual for.

Quem queria impedir qualquer debate na assembleia era a direção do DCE que, usando a luta das mulheres como cobertura para seus propósitos, atacou o PCO e exigiu que os militantes do PCO não tivessem sequer o direito de se defender na assembleia. Ninguém pôde sequer chegar perto da mesa, porque agindo de maneira consciente, a diretoria do DCE formou um cordão de isolamento com mulheres que fazem parte da sua base de apoio (Psol e PSTU), para constranger qualquer militante do sexo masculino do PCO que se dirigisse à mesa lançando contra ele “en avant” a acusação de machismo. Nem mesmo as mulheres que militam no PCO escaparam do achaque oportunista. Trata-se, é claro, de uma evidente manipulação da luta das mulheres: “homens” que colocam as mulheres como escudo para a sua política oportunista e traidora do movimento, esperando que o pior aconteça (um confronto físico) para acusar quem quer que seja (homem ou mulher) de ter “atacado uma mulher” porque ela é mulher na tentativa de exercer um direito fundamental que é o de usar a palavra em uma Assembleia estudantil. Fizeram o mesmo quando, em 27 de Outubro de 2011, militantes do Psol e do PSTU fizeram um cordão de isolamento (colocando as mulheres à frente para proteger os “homens” destas organizações e os “hómi” da PM) para impedir que os estudantes que estavam tentando defender 3 companheiros presos pela PM no estacionamento da geografia avançassem sobre os policiais…

Sobre a última frase do primeiro parágrafo da nota do DCE, mais mentiras deslavadas: O PCO não atacou a mesa. A militante do PCO, Laura Gontijo, estava pedindo a palavra para responder às acusações feitas pela dirigente do DCE, Sâmia Bomfim, em nome da “Frente Feminista” e do coletivo “Marias Baderna”, diante do cordão de isolamento formado pelo DCE sobre a mesa, e acossada pelos militantes do Psol e do PSTU que, da primeira fila do plenário da assembleia, gritavam palavras-de-ordem. Ela mesma que é mulher e não estava tentando agredir ninguém, mas simplesmente falar na Assembleia foi impedida de se aproximar da mesa, o que revela claramente que não se trata de defender mulheres, mas de impor uma ditadura com métodos tortuosos.

Quando viu que não seria possível usar da palavra para se defender das calúnias lançadas na Assembleia com um esquema que impedia o direito à defesa, um militante do PCO derrubou a caixa de som que estava em cima de uma mesa. Tratou-se apenas e tão somente de um gesto de legítima defesa contra a extrema arbitrariedade e a verdadeira armadilha criada para cercear a palavra com o cordão de mulheres.

Querem agora fazer crer que pedir o direito de resposta, diante de acusações caluniosas e injuriosas contra militantes e um partido, é uma “provocação”. Quem provocou ativistas foram os militantes do Psol/PSTU, que tentaram diversas vezes encurralar militantes do PCO que exigiam o direito de resposta.

“Implodiram a assembleia”. Bem, considerando tudo exposto acima, podemos afirmar com relativa tranquilidade: a assembleia era uma bomba-relógio, pronta para ser implodida… pelo próprio DCE, e não por vontade dos militantes do PCO, que foram à assembleia para propor que os estudantes da USP saíssem às ruas no próximo dia 19, em um ato na Av. Paulista convocado pelos professores estaduais que entrarão em greve contra o governo do PSDB. Foi o DCE (Psol e PSTU), por meio dos coletivos pseudo-feministas dirigidos por essas correntes, que apresentou a provocação, na forma de calúnias contra o PCO e seus militantes.

DIZ O DCE: “Para a gestão Não vou me adaptar!, do DCE-Livre da USP, isso é inadmissível. Estamos em completo desacordo com esse método, bem como com o machismo que, de fundo, sustenta o profundo ataque sofrido pelo movimento estudantil na assembleia.”

# É MENTIRA DE PELEGO, PORQUE: O machismo não é o fundo da questão. Os acontecimentos narrados pela nota do DCE são falsos de ponta a ponta. Inventam a mentira para depois acrescentarem a calúnia. Montaram todo um esquema para criar uma provocação, ou seja, uma tentativa de romper a barreira de mulheres e diante dessa eventualidade gritar contra o machismo. Isso não ocorreu, porque os militantes homens do PCO rejeitaram completamente a armadilha. Mesmo assim, como a provocação estava montada, acusam os militantes do PCO de agressão contra as mulheres.

DIZ O DCE: “Infelizmente, esse histórico de perseguição e de agressão machista não começou na última quinta-feira. Após a 1ª assembleia do ano, em 16/03, André Sarmento, militante do PCO, perseguiu e atacou sistematicamente uma das diretoras do DCE da USP que fez parte da mesa que conduziu o espaço. Dizendo insultos machistas como “da próxima vez, coloca um homem na mesa que garante melhor” e “não é porque você é mulher que eu não posso partir pra cima”, Sarmento procurou inibir e amedrontar o ativismo feminino do movimento estudantil da USP, utilizando-se de uma das ideologias mais reacionárias de nossa sociedade, o machismo, para atacar uma militante do DCE. Ao fazê-lo, atacou todo o movimento estudantil da USP.”

# A CALÚNIA MATRIZ: Neste parágrafo, o DCE resgata a calúnia difundida pela nota do coletivo Marias Baderna, assinada embaixo pela militante do Juntas/MES/Psol/DCE, Sâmia Bomfim. O companheiro André Sarmento, militante do PCO, não perseguiu nem atacou Sâmia em momento algum. É uma calúnia forjada para atacar o companheiro André Sarmento pessoalmente e o PCO como partido. O caso foi apresentado em detalhe na nota do Coletivo de Mulheres do PCO, Rosa Luxemburgo, disponível neste link.

MAIS DO DCE: “Não é a primeira vez que André Sarmento e seu partido protagonizam atos lamentáveis como este. Em 2011, um ativista do movimento estudantil da USP e do movimento LGBT foi atacado por militantes do PCO, que em assembleia o chamaram de “arrombado”. Também desta vez, os militantes deste partido buscaram provocar os ativistas e estudantes, numa clara tentativa de implodir os fóruns legítimos do movimento estudantil. Neste mesmo ano, mulheres foram chamadas de “pelegas vagabundas” por membros da chapa protagonizada pelo PCO e outros partidos nas eleições do DCE da USP. Quando aquelas foram denunciar tal ataque nos fóruns do movimento estudantil, o PCO e seus aliados não pestanejaram em sair em defesa do agressor.”

# NOVAMENTE A CALÚNIA CONTRA O COMPANHEIRO RAFAEL ALVES: Para justificar as calúnias contra o PCO, o DCE (Psol/PSTU) desenterra a campanha que já haviam abandonado e que, naquele momento foi completamente desmascarada, contra o companheiro Rafael Alves. Nesse parágrafo, a nota do DCE traz novamente à tona a calúnia lançada em meio à luta de 2011 (enfrentamento contra a polícia e ocupação da reitoria) contra o companheiro Rafael Alves, um dos militantes do movimento estudantil da USP mais perseguidos e, inclusive, processado diversas vezes por enfrentar a reitoria e o governo. O episódio a que a nota do DCE se refere, foi amplamente debatido. Veja um resumo da discussão nos links abaixo:

A campanha de calúnias contra o companheiro Rafael Alves: uma frente única do PSTU com Rodas e os órgãos de repressão contra o movimento estudantil

Declaração dos presos políticos da USP sobre a campanha de calúnias contra o companheiro Rafael Alves

Sobre a acusação feita contra o companheiro Rafael Alves: não se trata de machismo, mas de um ataque contra o movimento estudantil

Não à à toa que, novamente, a pretexto de defender as mulheres, Psol e PSTU lançam mão da acusação de machismo novamente contra seus adversários políticos.

A escolha tanto do companheiro Rafael Alves naquele momento como agora do companheiro André Sarmento não é nem um pouco accidental. Ambos desepenharam um papel de frente na luta contra Rodas e a PM, pela ocupação da reitoria e contra a perseguição judicial, enquanto que a diretoria do DCE em todos os momentos esteve contra esta luta ao lado de Rodas, da imprensa burguesa e da PM.

NOVAMENTE O DCE: “Para além disso, após a resposta do Coletivo Marias Baderna, que reúne ativistas do movimento feminista no curso de Letras da USP, o PCO lançou uma nota e diversas declarações na internet em que diziam que as mulheres militantes de coletivos e partidos políticos que fazem parte da atual gestão do DCE buscam “ganhar militantes através da conquista sexual” (por meio da “tática dois”), que se prostituem e que, na verdade, não passam de “pelegas” cujo grande objetivo seria perseguir os militantes daquele partido. Deste modo, André e seus companheiros de partido utilizam-se de ataques machistas e de mentiras para desestabilizar e atacar militantes de outras correntes políticas.”

# SOBRE A TÁTICA 2: É um método utilizado e reconhecido como válido não só, mas principalmente, por organizações como o MES/Psol e o PSTU, dirigentes do DCE. Em que consiste? Usar a proximidade e a intimidade de um relacionamento supostamente amoroso entre um militante (seja de que sexo for) com um estudante que se pretende incorporar à sua corrente. Repudiamos esse método e consideramos que, em particular no caso das mulheres, trata-se de uma maneira vil, degradada, de se fazer política. Beira, de fato, a prostituição, já que as mulheres expostas a esse método de cooptação estão sendo utilizadas para obter vantagens por meio de favores sexuais, em casos extremos, ou da insinuação deles.

O caso da tática 2 é velho conhecido do movimento estudantil e já foi denunciado em diversas oportunidades, muitas vezes por militantes independentes, indivíduos que protestaram isoladamente contra essa brutalidade, e foram acossados pelos praticantes e defensores da tática 2. O fato de os militantes do DCE, e em especial as mulheres, não denunciarem essa prática nefasta, mas se sentirem “desestabilizadas” e “atacadas” quando alguém denuncia, já é o suficiente para levantar a suspeita de que não se trata aqui, neste parágrafo, da defesa da mulher militante, e sim da defesa da tática 2 como método.

Um último comentário, para mostrar que não é um problema de casualidade, mas sim de tradições políticas. Na Argentina, no movimento estudantil da UBA (Universidade de Buenos Aires), o ativismo estudantil conhece a tática 2 com o nome de “la morenista”. Que MES e PSTU se considerem os herdeiros políticos do “trotskista” argentino Nahuel Moreno, é público e notório. Qualquer semelhança, não é mera coincidência.

MAIS DO DCE: “Como resposta a essa situação, mulheres da atual gestão do DCE…” e da Frente Feminista da USP, que é composta por diversos coletivos e estudantes mulheres da USP, inclusive da oposição, escreveram uma nota, que foi lida em nossa assembleia estudantil. Após a leitura da nota, os militantes do PCO avançaram sobre a mesa. O DCE procurou manter a assembleia, pela importância que este fórum tem para a organização do movimento estudantil, mas foi impedido pelo sistemático ataque do PCO. A mesa propôs consultar a plenária sobre o direito de resposta, tentando encaminhar uma votação. Porém, os militantes do PCO, amplamente rechaçados, continuaram gritando e tumultuando a assembleia, impedindo inclusive que a maioria dos estudantes pudesse se posicionar sobre a legitimidade ou não de André Sarmento ter direito a fala naquele momento.  Após uma companheira diretora do DCE ser agredida fisicamente e um militante do PCO, Rafael Dantas, ter jogado a caixa de som no chão, não havia mais condições de continuar a assembleia.”

# A BAIXARIA COMO MÉTODO: Psol e PSTU, que traíram todas as lutas do movimento estudantil desde a ocupação da reitoria em 2007, tentam esconder sua política pelega debaixo de um amontoado de nomes de coletivos. Repetem nesse parágrafo as mesmas mentiras ditas no primeiro.

Querem apresentar os militantes do PCO como bárbaros sanguinários que avançaram sobre a mesa com o único objetivo de promover uma ação violenta. Não foi o que ocorreu, como afirmamos: os militantes do PCO exigiam o direito democrático de responder, com igual tempo, às calúnias apresentadas pelas militantes do DCE como “denúncia”.

O DCE foi o primeiro a colocar o fim da assembleia em questão. Direito de resposta não se põe em votação. Ou a mesa da assembleia concede, ou não concede. Como o DCE não queria dar o direito de resposta aos militantes do PCO (e sua nota deixa transparecer que agem como agem para inclusive impedir em particular o companheiro André Sarmento), usou dessa manobra (consultar a plenária sobre se os acusados podem ou não se defender) para confundir o auditório. No conto de fadas descrito pelo DCE, os militantes do PCO gritavam e tumultuavam a assembleia. Dão a entender que todos os demais presentes, inclusive os próprios dirigentes do DCE (Psol e PSTU), estavam sentados e em silêncio. Como se não fossem eles os primeiros a gritar e a exigir que os militantes do PCO se retirassem da assembleia.

Condições de continuar a assembleia = uma caixa de som… Deve ser uma caixa de som realmente extraordinária, dessas que nenhum dos CAs da FFLCH tem…

Que toda a Assembleia teria repudiado os militantes do PCO é também uma invenção livre e fantasiosa dos militantes do Psol-Juntos. A Assembleia foi tomada de supresa pelo ataque cuidadosamente orquestrado pela diretoria do DCE e mesmo assim, com uma claque preparada para gritar palavras de ordem, não se manifestou de forma alguma a favor da manobra do DCE, o que fez com que a diretoria do DCE falasse imediatamente em acabar com a Assembleia e se aproveitasse do primeiro pretexto, por mais frágil que fosse, para acabar com a Assembleia, a derrubada da caixa de som.

O DCE DEIXA “CLARO”: Queremos deixar claro… Quem impediu a continuidade da assembleia geral dos estudantes foi o PCO, seus métodos e, sobretudo, o machismo. Agressões físicas e morais, machismo e calúnia não são admissíveis em nosso movimento. Este tipo de atitude é totalmente incompatível com a construção democrática na política. Ao impedir, através da força física, que a assembleia continuasse, a militância do PCO atacou toda a tradição de luta e organização do movimento estudantil uspiano.

# A PIADA MACABRA: para o DCE, o PCO e o “machismo” acabaram com a assembleia! Fantástico! Descobriram agora que nenhuma assembleia pode mais acontecer no mundo, seja porque o machismo continua a existir sob o capitalismo onde quer que seja, seja porque um militante do PCO pode aparecer… É realmente o cúmulo da canalhice. Quem está e tem estado contra a realização de assembleias na USP é a própria direção do DCE (Psol e PSTU). O motivo? O ocorrido na primeira a assembleia do ano, convocada por eles e na qual tiveram sua principal proposta política (a aprovação da campanha por eleições diretas para reitor) derrotada.

Uma contradição mostra a mentira: no parágrafo anterior da nota, a assembleia tinha acabado porque a caixa de som parou de funcionar. No seguinte, a força física do PCO acabou com a assembleia. O DCE tem que se decidir… a assembleia acabou “porque não tinha mais condições” ou porque “o PCO usou força física”? É muita calúnia junta e é até certo ponto natural que se confundam…

 CONCLUINDO, O DCE DIZ: “Por isso, o DCE-Livre da USP Alexandre Vannucchi Leme se posiciona claramente: não permitiremos que situações como essas se repitam”. Não permitiremos que mulheres voltem a ser desrespeitadas na condução de uma assembleia somente pelo fato de serem mulheres. Não permitiremos a perseguição, as ameaças e as agressões verbais. Não permitiremos, sobretudo, a agressão física, situação limite a que propositalmente se chegou na última assembleia. Para o DCE-Livre da USP, os estudantes que reproduzem tais práticas, marcadamente os ativistas do PCO citados nessa nota, não devem mais encontrar espaço no movimento estudantil da USP. Nosso movimento é construído cotidianamente com base no respeito, no diálogo e na democracia. Nosso norte e principal objetivo são a transformação da universidade e sua democratização. Nesse processo, não abrimos mão do papel protagonista a ser cumprido pelas mulheres, ainda que a sociedade em que vivemos não estimule isso. Iremos até as últimas consequências, com todas as medidas cabíveis e necessárias, para que o que se passou na assembleia geral de 11/04 não se repita.

# A CEREJA DO BOLO: Nenhuma mulher foi desrespeitada por ser mulher e nenhuma foi agredida na Assembleia. Para comprovar isso há inúmeras testemunhas. E essa é a base das calúnias inventadas por Psol e PSTU contra militantes do PCO. Querem, falsificando o sentido da luta da mulher, encontrar uma defesa inatacável para a sua política pelega e anti-movimento estudantil. Trata-se de politicagem pura, oportunismo barato.

Ninguém vai, nem deve, aceitar calado as calúnias e a tentativa pavorosa de impor uma ditadura sobre o movimento estudantil, com o cerceamento da palavra e proscritos nas assembleias.

A diretoria do DCE ameaça expulsar os militantes do PCO (e outros) do movimento estudantil da USP, ou seja, de romper a unidade precária do movimento para preservar a sua política pelega. Ameaçam com novas tentativas antidemocráticas e a utilizacão de mulheres para impedir os militantes que se opõem a eles de se pronunciar. Isso deixa claro o que está em pauta: liquidar o movimento estudantil da USP para impor mais uma vitória de Rodas no exato momento em que se ameaça quase uma centena de estudantes com processos judiciais!

CONCLUSÃO DO DCE: “No próximo período, o DCE-Livre da USP realizará uma ampla campanha em toda universidade contra o machismo e a opressão no movimento estudantil. Por todas as vias possíveis: pela internet, nos cursos, salas de aula, centros acadêmicos e ruas. Devemos pintar a USP de roxo e jamais permitir que situações de agressão e opressão voltem a ter espaço no movimento estudantil uspiano. Fazemos um chamado a todas as entidades e coletivos do movimento estudantil de dentro e fora da USP, bem como o conjunto do movimento social brasileiro, a rechaçar não só o machismo, mas o método da agressão física e moral dentro dos espaços da política.

Machismo e agressão no movimento estudantil da USP: nunca mais!”

# O QUE ESTÁ EM JOGO? A declaração final da nota do DCE é fundamental, uma vez que todo mundo sabe que o DCE da USP, ou seja Psol e PSTU, não moveu um único dedo, quanto mais fazer uma campanha, para defender o CRUSP e os processados da perseguição da burguesia. A suposta campanha contra o machismo deve ser denunciada como o que realmente é: a manipulação da luta da mulher contra as lutas dos estudantes da USP.

 

Laura Gontijo
Militante do PCO e estudante de Letras