A Verdade sobre a assembleia:

A assembleia parou. O ar ficou gelado. O céu se abriu e, da escuridão do infinito devorador, o Todo-Poderoso estendeu sua mão à terra. Trazia a Palavra.
A Palavra foi lida na assembleia. E todo homem(mulher), mulher(homem), criança(criança), cabra(bode) ou animal rastejante ficou petrificado diante da Verdade. E a Verdade não pôde ser contestada.
E Aquele que tudo vê, disse aos seus: “não permitireis que palavra seja dita sobre a Verdade que aqui revelamos. Àquele que desafiar esta lei do seu Deus, guarde o pior que há em si. Àquele que avançar sobre o cordão divino formado para defender a Palavra, guardai toda a fúria”.
E assim aconteceu.
E o Mal encarnado em um pequeno partido trotskista, personificado por homens nem altos, nem baixos, nem gordos, nem magros, mas barbados, e mulheres, não altas, não gordas, pelo contrário, e até formosas, ateou fogo à assembleia. Romperam com a Palavra e praticaram atos inconfessáveis de fúria contra o totem.
E arderam no fogo do inferno por cinco dias e duas noites (sem direito a visita íntima). Foram esquecidos de lado quando começaram as eleições para o Congresso da UNE.