Aquém do bem e do mal – O problema da maioridade penal

Imagem


Imaginemos uma sociedade que determinasse que as pessoas mais virtuosas se casassem com criminosos. Todo aquele que cometesse um crime teria como pena casar-se com alguém de virtudes.
Qual seria o resultado disso?
Quase não seria possível que um virtuoso se tornasse um criminoso. Que ele preferisse o crime no lugar da virtude.
Por outro lado, seria bem provável que o criminoso, em contato com o virtuoso, abraçasse a virtude como modo de vida, pois para ele as vantagens seriam claras.
Sendo assim, por que, em nossa sociedade, os criminosos são obrigados a conviver com outros criminosos?
A redução da maioridade penal — algo que vem sendo muito discutido no país, nesse momento — não teria outro resultado que colocar mais pessoas em convívio com criminosos.
Diante dessa afirmação, segue-se a falácia como resposta: Mas, o menor infrator (eufemismo para criminoso) já não convive com criminosos?
Pouco importa. O que se pretende é retirá-lo desse convívio e não reforçá-lo.
Aqueles que acreditam que o castigo é a solução para a delinquência vivem num mundo fantasioso.
O papel da sociedade é afastar o criminoso do crime e não da sociedade.
Falei e disse.

                                                                                                             A.T.