A vergonha da prova de proficiência da FEUSP:

A primeira etapa do processo seletivo da pós-graduação da FEUSP teve inicio em 17/4 com as provas de proficiência em língua inglesa; no dia 18 seriam realizadas as de língua espanhola. Quando me inscrevi para o tal processo disponibilizei para a instituição meu nome completo, documentos pessoais, endereço físico e eletrônico, telefone para contato e tudo mais… porém não fui avisada por nenhuma dessas vias – assim como outros candidatos – sobre a mudança repentina do local das provas. Começa aí o descaso e a falta de organização e comprometimento da instituição que nos cobrou infames R$50,00 no ato da inscrição.
Descumprindo o q estava elucidado no edital, as portas das salas onde seriam realizadas as provas foram abertas sete minutos após o preestabelecido. Nenhum documento de identificação nos foi pedido. Quando já estávamos parcialmente empoleirados uns sob os outros, e alguns ainda sem assento, o único fiscal da sala começou a chamar nome por nome da interminável lista de inscritos e conferir documentos e dicionários q seriam utilizados.
no meio da lista e já exausto, passados 45 minutos do horário previsto para a realização das provas, ele decide cancelar a verificação de documentos informando q isso poderia ser feito ao término da prova. Achou absurdo? Calma que tem mais…
Ele começa então a distribuir as provas. Elas não são suficientes nem para a metade da sala. Ele pede paciência dizendo q os pacotes foram trocados e q isso logo seria resolvido. Ele sai da sala, permanece conversando no corredor. Os candidatos q já haviam recebido a prova, começam a folhear, resolver questões, fotografar, trocar figurinha com o amiguinho do lado, sair da sala desacompanhados…
E quando finalmente as outras cópias chegam avulsas (nas mãos de sei lá quem, que se desculpou pela demora do XEROX) a maioria, é claro, se recusa a fazer a prova.
Surgem representantes do centro de línguas dando o ar de sua graça. Querem q façamos a prova de qualquer maneira, e sugerem q depois entremos com recurso . Fazer a prova seria acordar com a falta de lisura e legitimidade do processo ainda que os interessados não possam abdicar de suas funções diárias em função do calendário da instituição.
A PM foi chamada ao prédio, registramos um B.O.
Nosso futuro à comissão jurídica pertence. Não se sabe se o processo será cancelado ou se irá procrastinar. Fato é q os candidatos q se deslocaram de todas as partes do país, se preparam com afinco, perderam dia de trabalho e passaram por todo tipo de perrengue, não serão ressarcidos. Fica o desrespeito, o ultraje, o abuso e o descaso da maior referência de “excelência de reputação” do meio acadêmico.