Amorcrusp ou Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo?

“Crusp Popular” defende processo contra estudantes

 

Na última assembleia dos moradores do CRUSP, veio à tona a discussão sobre o processo movido pela locatária do espaço dos estudantes localizado no térreo do bloco F, contra estudantes perseguidos do CRUSP.

O processo de calúnia foi instaurado pela locatária da sala 51, após um panfleto ser distribuído no CRUSP assinado pela “Comissão da Verdade Cruspiana”.

O panfleto questionava a posição política da mesma, afirmando que esta utilizava a sua condição para fazer campanha política e articular chapas para disputar a Amorcrusp junto com a burocracia universitária.

A gestão “Crusp Popular” defendeu explicitamente o direito da locatária de processar os estudantes, assinando uma nota em conjunto com os comerciantes do CRUSP, atacando os estudantes que estão sendo perseguidos na USP.

 

Quem são os estudantes processados?  

 

Apesar do panfleto ser anônimo,  a locatária escolheu processados  militantes do movimento  estudantil  como: Rafael Alves, Lucas, Jéssica, Amanda.

Todos os companheiros acima são destacados membros da luta pela moradia estudantil, contra a repressão na universidade. Na lista temos estudantes que foram eliminados, expulsos do CRUSP, processados criminalmente pela ocupação da reitoria e moradia do bloco G.

O processo é político e é direcionado contra o movimento estudantil. Foi denunciado durante a assembleia que a locatária teria ido à sede da Coseas/SAS para pedir orientação para mover o processo. Todos os estudantes que foram envolvidos no processo da locatária estão sendo  perseguidos pela Coseas/SAS, Reitoria. Será coincidência que os processados pela locatária fossem justamente os estudantes que a burocracia gostaria que ela processasse?

 

A campanha demagógica desenvolvida pela gestão “Crusp Popular” serve para tentar imputar aos estudantes que realizaram um movimento político, crimes comuns, é uma tentativa de cercear o direito a esta e principalmente a futuras manifestações políticas dos estudantes.

A gestão “Crusp Popular” afirmou que o processo movido pela locatária não é político. A gestão defendeu que o processo continuasse, desde que os estudantes envolvidos fizessem uma retratação perante a justiça, reafirmando os processos como  um mecanismo de intervenção no movimento estudantil.

É indiscutível que na USP, os processos administrativos e criminais são utilizados para reprimir os estudantes, professores e funcionários. Desde que o Reitor interventor assumiu o cargo já foram instaurados cerca de 200 processos.

Os processos servem para calar os estudantes que impõem uma resistência ao estado de sítio na USP. Atacar o movimento do CRUSP, dos que lutam pelo direito à moradia estudantil através de uma punição exemplar serve para intimidar as manifestações contra a burocracia universitária  e seus aparelhos de repressão como Coseas/SAS.

Pelo fim dos processos

 

A acusação é um ataque frontal contra o direito de manifestação e ação política dos estudantes. É atacar o direito de liberdade de expressão e legitimar o estado de sítio, onde qualquer pessoal que se manifestar pode ser vitima de um “caça às bruxas”.

 A defesa desses companheiros é a defesa do direito à livre manifestação, que está sendo atacado, dentro e fora da USP. É preciso exigir o fim dos processos contra estudantes e funcionários. Abaixo a ditadura na USP!